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Com mais de 15 hectares de área produtiva, a Penitenciária Regional de São Mateus (PRSM) atua com o projeto Semeando a Liberdade, que utiliza mão de obra de detentos para o trabalho no campo e o cultivo de diversos alimentos. Atualmente, oito internos do regime semiaberto atuam na colheita da goiaba vermelha do tipo Paluma. A expectativa é de que a safra chegue a 30 toneladas até o mês de junho, período previsto para a finalização da colheita.
O projeto Semeando a Liberdade é resultado de uma parceria da Secretaria da Justiça (Sejus) com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Associação Semeando a Liberdade (Asel), Prefeitura de São Mateus e as empresas do setor alimentício.
O diretor da Penitenciária Regional de São Mateus, Flavio de Oliveira Ogioni, ressaltou que a área produtiva da goiaba chega a quatro mil hectares.
“Toda a produção da fazenda passa por orientação técnica do Incaper. Os internos receberam capacitação adequada para o cultivo da goiaba e a preparação do solo. Em duas semanas, foi realizada a colheita de sete mil quilos do produto, que são vendidos em comércios de São Mateus e Linhares, por meio da Asel”, explicou.
A Goiaba Paluma é a mais resistente a doenças e pragas e tem boa adaptação ao clima local. Com polpa abundante, de tamanho grande, a variedade é a mais plantada no Brasil para a produção de doces e sucos, além de consumo in natura. Na unidade prisional, a fruta já chegou a pesar até 600 gramas.
A fazenda da Penitenciária Regional de São Mateus conta com 100 hectares de área administrada, sendo 15 hectares com plantações de café, goiaba, pimenta rosa e horticultura. Desde 2014, quando o Semeando a Liberdade foi implantado, mais de 100 internos já passaram pelo projeto. O subsecretário de Estado de Ressocialização da Secretaria da Justiça, Marcelo Gouvêa, destacou a importância da iniciativa para a ressocialização.
“São Mateus é um município com vocação para a agricultura. Parcerias, como o projeto Semeando a Liberdade, são de extrema importância para a capacitação dos internos e um estímulo para uma nova perspectiva de vida. Temos atuado para ampliar nossos convênios com instituições públicas e privadas, a fim de fortalecer nosso programa de ressocialização. O objetivo é criar novos postos de trabalho, além de desenvolver competências e habilidades dos detentos, contribuindo para a reinserção social”, destacou Marcelo Gouvêa.




