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Você sabia que produtos de origem animal (carne, peixe, ovos, mel, leite e derivados) devem, obrigatoriamente, ter sua produção inspecionada para garantir as condições higiênico-sanitárias desses alimentos? Eles estão presentes em grande parte das refeições, por isso, é essencial estar atento, pois, se processados de forma inadequada, podem acarretar graves problemas à saúde.
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) explica que o funcionamento de toda indústria de produtos de origem animal no Brasil só é permitido com o registro no serviço de inspeção oficial, que pode ser federal, estadual ou municipal. A fiscalização desses locais é baseada em normas, padrões de higiene e leis, que visam eliminar ou minimizar riscos de contaminação durante a industrialização e manipulação desses alimentos, pois em qualquer fase pode ocorrer contaminação por microrganismos, toxinas, parasitas, substâncias químicas ou outros agentes nocivos à saúde.
Inspeção sanitária
A inspeção sanitária dos produtos de origem animal é realizada por médicos-veterinários. Nos abatedouros, esses profissionais são responsáveis pela análise clínica dos animais, ainda nos currais (a chamada “inspeção ante-mortem ”). Essa avaliação prévia é necessária, pois algumas doenças, como a raiva e a Encefalopatia Espongiforme Bovina (conhecida como “doença da vaca louca ”) – que podem ser transmitidas aos seres humanos -, só podem ser identificadas com o animal vivo por meio da sintomatologia clínica.
Após o abate, é feita uma nova avaliação (inspeção post-mortem) das partes internas nos animais (vísceras, gânglios, entre outras) a fim de identificar lesões características de doenças, como brucelose, tuberculose e cisticercose, por exemplo.
A compra
Nos mercados, esses produtos devem ser identificados com o carimbo do serviço de inspeção oficial, indicando que foram devidamente inspecionados em todo o processo de fabricação.
A denúncia de comercialização de produtos clandestinos deve ser feita à Vigilância Sanitária municipal. Já as denúncias de processamento clandestino (abate, produção de linguiça, queijo…) podem ser encaminhadas ao Idaf por meio da Ouvidoria do Governo (www.ouvidoria.es.gov.br ou 0800 022 1117). O responsável pode ser autuado e os produtos serão encaminhados para destruição.
Espírito Santo
O Espírito Santo conta com 64 estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE/Idaf), sendo 42 do segmento de carnes, dois de pescado, três de ovos, três de produtos de abelha e 14 de leite.
Existem ainda quatro estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte (Siapp/Idaf), que não prevê abate, mas processamento de produtos de origem animal. (*Fonte e foto: AssCom Idaf)





