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A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para março de 2026 aponta um cenário de contrastes no Brasil: enquanto áreas do Norte e do Nordeste devem registrar chuva acima da média, parte do Sul pode enfrentar precipitação abaixo do normal. Ao mesmo tempo, a temperatura tende a ficar acima da média histórica em grande parte do país, segundo o modelo climático do Instituto Nacional de Meteorologia.
No Norte, são previstos acumulados até 50 milímetros acima da média no centro-leste do Pará, em todo o Amapá, em grande parte de Tocantins e em áreas do Amazonas. Em contrapartida, o sudoeste do Pará, sul e norte de Rondônia, nordeste e sul do Amazonas e sul do Acre podem ter volumes inferiores ao padrão climatológico. Em Roraima, a tendência é de chuva próxima da média.
Para o Nordeste, o prognóstico indica chuva até 50 milímetros acima da média em praticamente todos os estados, com destaque para Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. No sul da Bahia, no leste de Pernambuco, em Sergipe e em Alagoas, os acumulados devem ficar próximos da climatologia de março.
No Centro-Oeste, a previsão aponta chuva acima da média no oeste de Goiás, centro-leste do Mato Grosso e sudoeste do Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, predominam volumes próximos do esperado para o mês.
No Sudeste, o centro-norte de São Paulo e áreas do centro-norte de Minas Gerais devem registrar chuva acima da média. Já a maior parte do estado do Rio de Janeiro pode ter precipitação abaixo do normal. No Espírito Santo e em outras áreas da região, os volumes tendem a ficar próximos da média histórica.
Na Região Sul, a previsão indica predomínio de chuva abaixo da média no Paraná, no centro-oeste de Santa Catarina e no norte e litoral do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, os acumulados devem se manter próximos do padrão climatológico.
Temperatura acima da média
Além da irregularidade das chuvas, a previsão do Inmet março 2026 indica temperaturas acima da média em grande parte do território nacional.
No Norte, predominam valores próximos da média, com exceção do centro-sul de Roraima, onde as temperaturas podem ficar até 0,4°C acima do normal, e do extremo-norte do Amapá, Roraima e Amazonas, com até 0,4°C abaixo da média.
No Nordeste, as temperaturas podem superar a média em até 0,6°C em grande parte da Bahia, Pernambuco e centro do Maranhão. No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul pode registrar até 1°C acima da média, assim como áreas de Goiás e do centro-sul do Mato Grosso.
No Sudeste, Minas Gerais e São Paulo devem ter temperaturas até 1°C acima do normal. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os valores tendem a ficar próximos da média histórica. No Sul, a maior parte dos estados deve registrar temperaturas acima da média, com exceções pontuais no oeste do Paraná, leste de Santa Catarina e litoral do Rio Grande do Sul.
Reflexos no campo
O cenário projetado pela previsão do Inmet março 2026 pode influenciar o desempenho das principais culturas agrícolas.
No Norte, a combinação de chuva próxima ou acima da média e temperaturas dentro do padrão histórico tende a favorecer a reposição de água no solo e o desenvolvimento da soja, especialmente em Tocantins e no sudeste do Pará. O cenário também pode beneficiar o estabelecimento do milho segunda safra.
No Nordeste, a previsão de chuvas acima da média pode contribuir para a recuperação parcial da umidade do solo, reduzindo o estresse hídrico em áreas de sequeiro e favorecendo lavouras temporárias e pastagens.
No Centro-Oeste, a manutenção da umidade do solo deve sustentar as culturas de primeira safra, como soja e algodão, e favorecer o início das lavouras de segunda safra. As temperaturas mais elevadas, porém, podem aumentar a evapotranspiração e exigir atenção ao manejo hídrico.
No Sudeste, as chuvas previstas tendem a manter níveis adequados de umidade no solo, beneficiando a cana-de-açúcar, a soja, o milho segunda safra e os sistemas pecuários.
Já no Sul, a combinação de chuva abaixo da média e calor acima do normal pode reduzir a disponibilidade de água no solo. O cenário pode afetar lavouras em fase final do ciclo e limitar o desenvolvimento do milho e do feijão segunda safra, além de exigir maior monitoramento das pastagens.





