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O inverno de 2026 no Brasil deve ocorrer sob neutralidade ENSO (El Niño-Oscilação Sul), após o enfraquecimento da La Niña registrado no início do ano. Dados do Climate Prediction Center (NOAA) indicam alta probabilidade de transição para fase neutra ainda no primeiro trimestre, cenário que tende a se manter durante o inverno no Hemisfério Sul.
Na prática, isso significa que o Oceano Pacífico não estará nem significativamente mais frio (La Niña) nem mais quente (El Niño). Quando o ENSO está neutro, o Brasil costuma ter menos padrão fixo e mais variação regional.
No Sul, sem uma La Niña ativa, que normalmente favorece tempo mais seco, o inverno deve ter chuvas mais próximas da média histórica. O frio dependerá principalmente da entrada de massas de ar polar. Episódios intensos podem ocorrer, mas devem ser intercalados por períodos mais amenos. Geadas seguem possíveis, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná.
No Sudeste, o inverno já é, por natureza, mais seco. Com ENSO neutro, a tendência é de períodos prolongados de tempo firme, passagem de frentes frias pelo litoral e quedas pontuais de temperatura, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. Não há indicação, neste momento, de inverno excepcionalmente seco ou muito acima da média térmica.
No Centro-Oeste, a estação seca deve seguir o padrão histórico. Julho e agosto costumam registrar umidade do ar baixa, aumento do risco de queimadas e possibilidade de friagens no Mato Grosso do Sul. Sem La Niña ativa, não há sinal de agravamento significativo da estiagem além do padrão climatológico.
No Nordeste, o impacto do ENSO neutro é mais discreto. O litoral leste deve manter o regime típico de chuvas de inverno. Já o interior permanece predominantemente seco, como é comum na estação. A ausência de La Niña reduz a chance de chuvas acima da média no Norte do Nordeste.
Na Região Norte, a Amazônia pode registrar volumes próximos da média histórica, mas com maior variabilidade. A neutralidade reduz o padrão clássico de aumento de chuva associado à La Niña, deixando o clima mais dependente de sistemas regionais.
O inverno 2026 não deve ser amplamente mais frio que o normal. O cenário mais provável é de ondas de frio pontuais, alternância entre dias frios e períodos mais amenos e eventos extremos localizados, mas não persistentes.
Mesmo com ENSO neutro, o Brasil pode registrar episódios de frio intenso ou estiagens regionais, já que outros fatores, como o Atlântico Sul e bloqueios atmosféricos, também influenciam o clima.
Em síntese, o inverno 2026 no Brasil tende a ficar próximo da média histórica, mas com maior oscilação entre frio e calor e distribuição de chuva sem grandes extremos generalizados. Com o Pacífico em fase neutra, o país entra em um período de maior imprevisibilidade climática, exigindo acompanhamento constante das atualizações meteorológicas ao longo da estação.





