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Marataízes, o maior produtor de abacaxi do Espírito Santo, está lançando um novo projeto de fomento à agricultura familiar. O programa vai distribuir calcário e adubo para os produtores. Inicialmente, serão atendidos agricultores com até um hectare, com a distribuição de 30 sacos de adubo e até 10 toneladas de calcário por produtor. O investimento estimado é de cerca de R$ 5 mil por beneficiário. Todo o material já foi licitado.
De acordo com o prefeito Toninho Bittencourt, o objetivo é garantir condições reais para que os produtores cresçam.
“Estamos organizando a agricultura do município e, ao mesmo tempo, investindo no desenvolvimento da cidade. Quando nossos produtores melhoram, Marataízes melhora junto. Temos o abacaxi, que leva o nome do município para todo o Brasil. Nada mais justo do que apoiar esses produtores para que possam ir ainda mais longe, inclusive alcançar mercados fora do país”, afirmou Bittencourt.

O prefeito disse ainda que, em 2025, foram realizadas mais de três mil horas de trator aos produtores, “uma ação inédita em Marataízes, subsidiada pela prefeitura”.
O secretário municipal de Agricultura e também secretário de Pesca, Adriedson Brandão Leal, engenheiro ambiental com extensão em Gestão Política pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), explica que a iniciativa vai além do incentivo à produção: ela também contribui para o aumento da arrecadação do município.
Segundo ele, Marataízes vinha perdendo parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por conta da informalidade de muitos produtores rurais. “Devido à falta de regularização, o município deixava de arrecadar uma fatia importante do ICMS. Para participar do programa, é obrigatório ter inscrição estadual”, explicou.
O secretário destaca que o modelo adotado fortalece principalmente o pequeno produtor, maioria no município.
“Quando você subsidia o calcário, o adubo e a hora-máquina para o cultivo de até um hectare, com cerca de 35 a 40 mil pés de abacaxi, você coloca dinheiro diretamente no bolso do produtor. A maioria deles planta até 70 mil pés, faz tudo sozinho: planta, cuida, transporta e comercializa. Esse recurso circula na economia local, seja na contratação de mão de obra ou nas compras no comércio da cidade”, pontuou.
Adriedson disse ainda que os recursos utilizados no programa são provenientes dos royalties do petróleo que o município recebe, o que, segundo ele, cria um ciclo sustentável. “Pegamos o recurso dos royalties para investir na produção. Com o produtor regularizado e emitindo nota, aumenta a arrecadação do ICMS. Esse dinheiro retorna aos cofres da prefeitura como recurso próprio. É um investimento real, que gera retorno financeiro para o município”, explicou Adriedson.
Para permanecer no programa, o produtor precisa comprovar a comercialização por meio de nota fiscal, o que garante maior controle e transparência.
“A continuidade do programa depende dos resultados. Se houver aumento da arrecadação e retorno para o município, ele se torna permanente e passa a ser executado todos os anos. Em outros municípios deu certo, e aqui depende muito mais do produtor do que da gestão”, concluiu o secretário.
Abacaxi de Marataízes
Segundo dados do Anuário do Agronegócio Capixaba, o Espírito Santo colheu, em 2024, 44,7 milhões de frutas. A produção de abacaxi em Marataízes corresponde a 58,05% de toda a produção estadual. Em 2024, o município colheu 25,974 milhões de unidades da fruta.





