Anuário do Agronegócio Capixaba 2025

Abate de bovinos cresce no ES, mas perde espaço no cenário nacional

Espírito Santo registra alta no abate de bovinos em 2024, mas sua participação no total brasileiro segue abaixo de 1%

Foto: Leandro Fidelis

Depois de um período de queda acentuada entre 2014 e 2021, o abate de bovinos no Espírito Santo voltou a crescer. Em 2024, o estado registrou 76,7 mil toneladas abatidas, o melhor resultado desde 2014 e um aumento de 3,8% em relação a 2023. O avanço acompanha a tendência nacional: o Brasil alcançou 10,35 milhões de toneladas no ano, o maior volume da série, refletindo a recomposição dos rebanhos e o aumento da demanda tanto interna quanto externa.

Apesar da recuperação local, a participação capixaba no total brasileiro recuou de forma constante ao longo da última década. Em 2014, o Espírito Santo representava 1,09% do abate nacional; em 2024, essa fatia caiu para 0,74%. A perda relativa indica que o crescimento do estado, embora consistente, não acompanhou o ritmo de expansão de outras regiões pecuaristas do país, como Centro-Oeste e Norte. Ainda assim, o desempenho recente demonstra a retomada gradual do setor, impulsionada pela modernização dos frigoríficos e pela melhoria da qualidade do rebanho capixaba.

Na pecuária leiteira, o Espírito Santo também apresentou retração no número de vacas ordenhadas, passando de 420,5 mil cabeças em 2014 para 234,6 mil em 2024 — uma queda de 44% em dez anos.

Em 2024, a produção de leite capixaba somou 349,5 milhões de litros, com valor de produção de R$ 835,8 milhões. Embora o volume tenha recuado levemente em relação a 2023, o faturamento permaneceu elevado, somando R$ 835,8 milhões em 2024.

Esta é uma das análises que estará no Anuário do Agronegócio Capixaba 2025. Este ano, a publicação trará o histórico de dez anos de produção das principais culturas do estado. Estamos recebendo materiais publicitários até dia 20 de novembro.

Sobre o autor Fernanda Zandonadi Desde 2001, Fernanda Zandonadi atua como jornalista, destacando-se pelo alto profissionalismo e pela excelência na escrita de suas reportagens especiais. Tem um conhecimento aprofundado em agronegócio, cooperativismo e economia, com a habilidade de traduzir temas complexos em textos de grande impacto e relevância. Seu rigor e qualidade na apuração e narração de histórias do setor garantiram que seu trabalho fosse constantemente reconhecido pela crítica especializada, o que a levou a conquistar múltiplas distinções e reconhecimentos em premiações regionais e nacionais de jornalismo. Ver mais conteúdos