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A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) manifestou grande preocupação com a tarifa de 50% sobre as importações de café solúvel brasileiro. A medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira (6), ameaça a competitividade do Brasil no mercado norte-americano, principal destino das exportações do setor.
Em 2024, os Estados Unidos importaram cerca de 780 mil sacas de 60 kg de café solúvel do Brasil, representando aproximadamente 20% do total exportado pelo país. O mercado norte-americano é o maior parceiro comercial do segmento, com o café solúvel brasileiro respondendo por mais de 25% do volume importado pelos EUA, posicionando o Brasil como o segundo maior fornecedor, atrás apenas do México.
A tarifa de 50% coloca o Brasil em desvantagem frente a outros concorrentes. O México, principal fornecedor, poderá comercializar sem tarifas, enquanto outros países enfrentarão taxas entre 10% e 27%. “Essa discrepância tarifária deve prejudicar sobremaneira a competitividade do café solúvel brasileiro, com risco de perda de mercado para outros fornecedores”, alerta a Abics em comunicado oficial.
Diante do cenário, a Abics tem trabalhado em conjunto com outras entidades do agronegócio cafeeiro e mantém diálogo com a National Coffee Association (NCA), contraparte nos EUA, além de autoridades brasileiras. O objetivo é buscar a isenção das tarifas para todos os tipos de café brasileiro, tanto in natura quanto industrializados. “Estamos confiantes de que o diálogo entre as duas nações resultará em uma solução que preserve a parceria comercial”, afirmou a associação.
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, incluindo o solúvel, enquanto os Estados Unidos são o maior consumidor global do produto. A Abics reforça a importância do setor para a economia brasileira e espera que o bom senso prevaleça nas negociações, garantindo a manutenção de um mercado estratégico para ambos os países.




