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A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) esteve representada na reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, que aconteceu em Mato Grosso do Sul e discutiu temas que envolvem a atividade voltada para a criação de gado de corte.
Entre os membros da Comissão reunidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estava o produtor Wendius Henrique, que integra a Comissão Técnica de Bovinocultura da Faes e representa a Federação na Comissão Nacional.
Um dos assuntos abordados na reunião foi sobre as ações de comunicação relacionadas à rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos. A Portaria do Ministério da Agricultura visa acompanhar e registrar o histórico de cada animal desde seu nascimento até o momento do abate, garantindo a segurança alimentar, sanidade dos produtos de origem animal e a transparência na cadeia produtiva de carne.
De acordo com Wendius, a CNA contribui para ampliação do prazo para implementação do programa para 8 anos, aumentando o tempo de preparação do produtor.
“A CNA agiu diretamente na elaboração desse plano de rastreabilidade com o intuito de ajudar o Ministério da Agricultura a organizar e também proteger o produtor rural. Então, é uma forma que a CNA age de dar um prazo maior ao produtor rural para fazer essa adequação. Com o objetivo principal de atingir novos mercados para exportação”, afirma.
Outros assuntos abordados na reunião foram acerca da atualização e deliberações sobre as salvaguardas da China para a carne bovina importada; o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa, sem vacinação; e a atualização sobre o regulamento da União Europeia com relação ao uso de antimicrobianos.
A União Europeia impôs restrições rigorosas ao uso de antimicrobianos na pecuária, com o objetivo de combater a resistência antimicrobiana (RAM) e preservar a eficácia dos medicamentos. A partir de 2026, o uso de certos antibióticos em bovinos será limitado. Outra restrição técnica é quanto ao uso de promotores de crescimento hormonal: os animais só poderão ser exportados para a Europa caso não tenham recebido esses promotores em nenhuma fase de suas vidas.
Wendius destaca a importância de a Comissão se alinhar sobre o assunto: “Por mais que a União Europeia não seja um grande consumidor da carne brasileira, é um mercado potencial. É um mercado que temos que alcançar, já que somos os maiores exportadores de carne bovina do mundo. Devemos sempre tentar aumentar a quantidade de carne exportada pelos produtores brasileiros. E os produtores capixabas também devem ser incluídos nessa expansão’, ressalta.
Já o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação será formalizado durante assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/OIE), que acontecerá de 25 a 29 de maio em Paris, na França. O país receberá a certificação oficial juntamente com a Bolívia, que também alcançou o feito.




