Mais lidas 🔥

Mudanças chegando!
Fenômeno El Niño pode se formar no inverno de 2026; saiba como ficará o clima no Brasil

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de janeiro

Previsão do tempo
Domingo segue com chuva passageira e leve alta das temperaturas no Espírito Santo

Importação e custo de produção
Morango importado abaixo do custo de produção ameaça renda de produtores no ES

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 22 de janeiro

Há dois anos, o português Paulo Alexandre Esteves Jorge (52) deixou a terra natal e foi morar em Laginha, no município de Pancas, no Noroeste do Espírito Santo. Apreciador de bons cafés, ele se dedica ao cultivo e à produção de qualidade.
“Em Portugal, tive contato com a produção de vinho. Portanto, quando decidi me mudar para o Brasil, e uma vez que estou em uma região produtora de café, foi natural que me interessasse pela cultura. Queria produzir café e agregar valor à minha produção”, conta o português.
Sorte de principiante ou não, fato é que o primeiro café beneficiado por Paulo Alexandre alcançou 83 pontos. Na avaliação sensorial apresentou notas frutadas, de caramelo e mel, finalização longa e corpo aveludado.
Mas nem tudo foram flores nesse processo. Após todo cuidado com os grãos na colheita e pós-colheita e um investimento de cerca de R$ 40 mil em equipamentos, o neo-cafeicultor precisou recorrer à internet para fazer o curso de torra.
É que na região onde mora existe pouco ou nenhum incentivo à produção de cafés especiais. “Eu sempre achei que um curso de torra deveria ser presencial, mas na minha região não encontrei nenhum curso nessa área, então fiz on-line mesmo”, conta.
Cristiani Martins Busato, engenheira agrônoma e coordenadora do Programa de Qualidade do Café Conilon do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Campus Itapina, onde ajudou a implantar a Casa de Torra, espaço criado para formação de alunos e produtores rurais da comunidade, destaca a importância dos cursos de capacitação na área de cafés de qualidade.
“A capacitação é fundamental para abrir os olhos dos produtores quanto à importância de se fazer um café de qualidade. Aprendendo o processo de produção de qualidade, o produtor entende por que o valor agregado é maior. Mas, infelizmente, ainda temos pouca oferta de cursos aos produtores. Justamente por isso nos dedicamos muito para criar esse espaço para oferecer capacitação em qualidade do café”, conta a agrônoma.






