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Teve início nesta terça-feira(24) a formação de três novas turmas do Programa Herdeiros do Campo para famílias de Aracruz, Nova Venécia e Águia Branca. Ao todo serão atendidas 36 famílias.
Para participar do programa, é necessário que, ao menos, duas gerações da mesma família participem. Isso porque, as etapas deste processo foram pensadas para promover a missão de dar continuidade às empresas rurais.
Com o intuito de despertar a família rural para a importância da sucessão familiar, a iniciativa ainda quebra o tabu acerca do assunto. De acordo com o coordenador técnico do Senar-ES, Murilo Pedroni, é muito incomum que as famílias tenham o costume de sentar e conversar sobre o futuro dos negócios. “Dá a entender que é aquela questão do filho querer tomar a terra do pai, por exemplo, e não é isso”, ressalta.
Pedroni lembra ainda que a sucessão vai ocorrer, seja de uma forma planejada ou inesperada, portanto, é importante que se preparem para não serem pegas de surpresa.
“Muitas vezes todas as informações de uma propriedade rural estão na mente de uma única pessoa da família, no máximo duas. E se essas pessoas, por fim, vierem a faltar, fica complicado você começar a tocar uma atividade sem nenhum tipo de preparo, sem nenhum tipo de convívio ali”, afirma.
O curso, que conta com turmas de 10 a 12 famílias, considera três dimensões durante o processo de instrução. São elas: família; empresa (negócio); e propriedade (patrimônio).
Idealizado pelo Senar do Paraná, Herdeiros do Campo visa dar suporte às famílias no processo de planejar a sucessão. Segundo Luiz Antônio Tiradentes, instrutor do Senar-PR, é de grande importância que diferentes gerações participem.
“Para promover o diálogo entre as gerações, fortalecer o relacionamento familiar e criar em conjunto um plano de ação para dar suporte ao planejamento sucessório”, aponta.
Até o momento, somente o estado pioneiro e o Espírito Santo estão atuando no projeto. O plano de ensino usado pelo Senar capixaba segue a mesma metodologia usada pelo paranaense. Incluindo a elaboração do plano de ação, citado por Luiz Antônio Tiradentes.
De acordo com Murilo Pedroni, esse produto final é uma forma de estruturar melhor a sucessão que acontecerá. Ele será construído pelos componentes das famílias, utilizando todo o conteúdo a ser abordado. “Exatamente para unificar mais a família, tornar o ambiente mais apto a discutir a sucessão e a planejar melhor como fazê-la”, aponta o coordenador técnico.
A realização dessas três turmas foi uma ação em parceria do Senar-AR/ES com a Faes (Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo), a Cooabriel (Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel), a OCB/ES (Organização das Cooperativas Brasileiras) e os Sindicatos Rurais Patronais dos respectivos municípios, que atuaram em conjunto para proporcionar o melhor caminho a ser traçado por cada família, considerando as três dimensões do projeto.
No Espírito Santo, a primeira turma foi formada no início de 2023. Agora, além das turmas já fechadas deste fim de ano, o Herdeiros do Campo tem projeto previsto para 2024.




