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A vinícola Cave Rara, localizada na Quinta dos Manacás, em Venda Nova do Imigrante, acaba de celebrar a terceira safra de uva Syrah. O marco ressoa com a promessa de um vinho excepcional. É que a partir dessas uvas, o proprietário, Gustavo Vervloet, pretende produzir o primeiro lote de vinho Gran Reserva.
Na semana passada, foram colhidos 580 quilos de uvas Syrah, que se juntam à história das safras anteriores, cada uma com suas próprias características que conferem uma identidade única aos vinhos produzidos.
Com expectativa de 360 litros, a produção do vinho acontece na vinícola Terra Nossa, em Espírito Santo do Pinhal (SP), sob supervisão do enólogo Cristian Sepúlveda. Segundo Vervloet, uma parte será em barrica de carvalho francês de primeiro uso. Será um processo que não conhece pressa, pois a vinificação se estenderá até 2025, resultando no tão aguardado lote inaugural do Gran Reserva.
“A quantidade aumentou e a qualidade também. Este ano tivemos bastante sol entre abril e julho. Uma pequena parte das bagas da Syrah iniciou um processo de passificação. Isso é interessante porque traz notas de frutas maduras e um Brix excelente para a vinificação. O frio à noite também foi intenso, fazendo com que tivéssemos uma acidez e taninos interessantes.”, afirma Vervloet.
O resultado será um vinho que incorpora não apenas a rica essência das uvas Syrah, mas também as nuances sutis emprestadas pelo carvalho envelhecido, uma escolha ousada que ressalta a dedicação em explorar novos territórios de sabor e complexidade.
Há cerca de um mês, foi colhida também a segunda safra de Sauvignon Blanc na Cave Rara, totalizando 200 kg e com expectativa de 110 litros de vinho. A bebida floresce sob os cuidados da Vinícola Carrereth, em Domingos Martins.

Terroir
Nesse ciclo incessante de plantio, colheita e vinificação, Gustavo Vervloet molda mais do que vinhos: ele encapsula a história de um terroir. O produtor é um dos pioneiros a testar a técnica da dupla poda – ou ciclo/poda invertido (a) – com uvas viníferas de alta qualidade. Os experimentos, iniciados há dois anos, visam aumentar o prestígio da produção de vinho no Espírito Santo.
Por meio do ciclo invertido, os produtores conseguem ajustar o processo de amadurecimento, possibilitando o adiamento da colheita até que as uvas atinjam um estágio mais avançado de maturação, o que, por consequência, resulta em um maior rendimento de uvas de qualidade.
Embora os próximos passos dependam de pesquisas futuras, uma certeza é evidente: as condições naturais únicas do nosso “terroir” são altamente favoráveis para a produção de vinhos com maior valor agregado.




