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Matéria publicada originalmente 14/11/2022
O cervejeiro da Nobat (Venda Nova do Imigrante), José Roberto Bolzan, observou que um terceiro tanque de Pilsen fermentou a uma temperatura acima da prevista. Enquanto geralmente o estilo pede de 10 a 12 graus, o lote foi produzido a 33°C, trazendo aromas indesejáveis para comercializar a bebida.25
Embora a cerveja não estivesse “estragada”, Bolzan quase descartou a bebida. Com a ideia de aproveitá-la, pesquisou na internet e viu ser possível preparar um destilado da cerveja lambicando a Pilsen. O resultado é uma bebida de sabor agradável e graduação alcoólica de cerca de 44%.
A cerveja foi levada em barris para um alambique da cidade que é destino conhecido de agroturismo. Segundo Bolzan, dos 2.400 litros de Pilsen, conseguiram extrair 70 litros do destilado, popularmente chamado de “uísque branco”.
“Algumas pessoas curtiram essa versão branca e uma parte está envelhecendo em barril de carvalho. A bebida passa por todo processo de filtragem, da mesma forma como é produzida a cachaça. Ficou muito boa”, conta.
O empreendedor Mário Figueiredo (Porão Du Mário), de Alto Bananeiras, adquiriu 50 litros do produto final para vender na lojinha de agroturismo. Além da versão branca, está testando barris de dois tipos de madeira para gerar um blend do destilado.
Após a experiência com o reaproveitamento da Pilsen, José Roberto Bolzan afirma já ter projeto para guardar todas as sobras de cerveja IPA, de ponta de barril, para produzir um destilado nos mesmos moldes do “uísque branco”. A diferença, de acordo com ele, é o aroma do lúpulo que virá impresso na nova bebida. “Pretendo destilar 150 litros de IPA para ver o que vai dar”, adianta.





