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Romildo Fardin, proprietário da empresa, explicou que a produção de doces surgiu como forma de diversificar a renda familiar, até então focada na agricultura.
“O negócio surgiu por necessidade. Eu trabalhava na roça e precisava complementar a renda: resolvi fazer doces. Quando começou, era doce de mamão e beijinho, aquele feito de leite em pó”, relembrou.
Há cinco anos, a empresa contou com financiamento do Bandes para capital de giro do empreendimento. Para o diretor de Negócios do banco, Marcos Kneip Navarro, histórias como esta mostram que a instituição tem exercido papel relevante no processo de desenvolvimento do Estado, contribuindo para a formulação e a execução de políticas de fomento dos setores produtivos capixabas.

Atualmente, além do mercado capixaba, os produtos da Doces Fardin estão presentes em Minas Gerais, São Paulo, além do mercado gaúcho, onde o doce de goiaba faz sucesso com o paladar local. A empresa também está conquistando espaço nas distribuidoras do Nordeste, entrando no mercado da Bahia e de Sergipe.
A agroindústria é estratégica para a economia da região. Romildo Fardin disse que o fornecimento da banana, principal insumo da produção, aglutina os produtores locais. “Nós temos de 110 a 120 produtores que vendem a banana para a empresa. Damos prioridade à produção da região. Só buscamos bananas de fora daqui se houver uma demanda maior”, ressaltou.
A produção da Doces Fardin gira em trono de 150 a 200 toneladas de doces por mês, empregando 95 funcionários, sendo que cerca de 70% da mão de obra é feminina. O negócio tem pouca sazonalidade de demanda no mercado. Romildo Fardin acrescentou que o momento atual é de retomada da economia, após uma retração devido às medidas de distanciamento social necessárias para o combate à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). “Nossos principais clientes são as distribuidoras de doces que fecharam por um período, mas agora retornaram”, destacou.





