Mais lidas 🔥

Frio intenso no Hemisfério Norte pode indicar um inverno mais rigoroso no Brasil em 2026?

Demanda pelo "ejiao"
Cientistas contestam decisão judicial que libera abate de jumentos; peles vão para a China

Previsão do tempo
Molion prevê década de frio até 2035; primeira onda polar deve chegar ao Brasil em maio

Previsão do tempo
Quinta ZCAS de 2026 provoca chuva intensa em oito estados até março

Anuário do Agronegócio Capixaba 2025
Turismo rural no Espírito Santo: as histórias de quem está construindo a história

Uma pesquisa conduzida peloCentro de Pesquisa em Alimentos(FoRC) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a École Nationale Vétérinaire, Agroalimentaire et de L’Alimentation Nantes-Atlantique – Oniris (França), busca aumentar a vida de prateleira do camarão processado &ndash, em geral, de 10 a 12 dias &ndash, utilizando um pós-tratamento de pasteurização por micro-ondas.
Como essa técnica de aquecimento é heterogênea, o grupo desenvolveu um modelo matemático, validado por testes experimentais, que simula a distribuição de temperatura no alimento durante a radiação de micro-ondas. Este modelo permitiria controlar o processo e desenvolver protótipos de equipamentos de micro-ondas que aqueçam o camarão de forma mais homogênea, garantindo a eliminação de microrganismos patogênicos e deterioradores. O alvo do estudo foi aListeria monocytogenes, uma bactéria que causa listeriose &ndash, infecção alimentar nociva principalmente para mulheres grávidas e pessoas com o sistema imune comprometido.
Segundo o professorJorge Andrey Wilhelms Gut, pesquisador do FoRC &ndash, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP &ndash, e do Laboratório de Engenharia de Alimentos da Escola Politécnica da USP, o camarão passa por processos de aquecimento e resfriamento antes de ser embalado. “No entanto, no ato de embalar, o alimento pode sofrer alguma contaminação por bactérias patogênicas e deteriorantes, o que pode apresentar risco para a saúde do consumidor e limitar a sua vida útil”, explica Gut, que orientou a parte da pesquisa feita no FoRC.
Para identificar a distribuição da temperatura no camarão, os pesquisadores analisaram como camarões únicos, não embalados, se comportam diante de uma fonte de calor convencional e de micro-ondas. “Entender a distribuição da temperatura é importante para conseguir eliminar os microrganismos e obter um alimento mais seguro, e evitar um superprocessamento, ou seja, que uma parte do alimento aqueça muito a ponto de sofrer alterações”, afirmaÉrica Siguemoto, pós-doutoranda que conduz o estudo.
Os cientistas determinaram em laboratório as propriedades físicas, térmicas e elétricas do alimento para inserir no modelo. “Também fizemos testes em diferentes tempos e potências de aquecimento para verificar se há alguma alteração visual ou de textura, que poderia ser um fator limitante. Não houve mudança em nenhum dos casos”, acrescenta.
A partir dos experimentos feitos na USP, Siguemoto deu continuidade ao seu pós-doutorado na instituição Oniris, na França, com uma bolsa do programa Research Food Innovation: Food for Tomorrow, e desenvolveu o modelo matemático. O trabalho envolveu uma equipe multidisciplinar, com especialistas em microbiologia preditiva, engenharia de processos, ciência de alimentos e modelagem matemática. O próximo passo é fazer os chamadoschallenge tests(testes de desafio), para avaliar a eficácia do pós-tratamento com micro-ondas na eliminação das bactérias e na extensão da vida útil do camarão embalado.
*Com informações da Assessoria de Comunicação do FoRC.




