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Ontem (11), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou uma prévia do levantamento dos estoques de café conilon no Brasil, estimando em 1 milhão e 500 mil sacas a 1 milhão e 700 mil sacas de café disponível, o que justificaria, na opinião do órgão, a importação de café por parte do país.
De acordo com o deputado federal Evair Vieira de Melo (PV-ES), os números divulgados pela Conab cometem um “”equívoco metodológico”” e não corresponde com a realidade vivenciada nos estados produtores, que possuem estoques muito maiores.
Os números levantados pelos setores do café conilon apontam um estoque de 500 mil sacas disponíveis na Bahia, 200 mil sacas disponíveis em Rondônia e um pouco mais de 3 milhões de sacas no Espírito Santo. Portanto, o número da Conab não representa nem 1/3 da realidade apontada.
Hoje de manhã, segundo o deputado, o setor começou a denunciar essa situação na imprensa, a qual considera como uma “”série de inverdades com números catastróficos””, sendo que os números levantados pelo setor foram apresentados ontem em reunião no Ministério da Agricultura.
Ele aponta que a tentativa de importação do café é uma justificativa para abrir o mercado e ficar na mão das grandes traders, enquanto muitos produtores dependem do café. Ele faz também um alerta ao setor do café arábica, uma vez que a situação também pode passar a ser aplicada para esse tipo de grão.
O presidente da República, Michel Temer, também já foi acionado sobre a situação. “”Não vamos aceitar e vamos brigar muito até mostrarmos que possuímos a verdade””, diz o deputado.
O deputado diz ainda que a indústria de café solúvel já está comprada no momento e que o café não está sendo ofertado no mercado pelos baixos preços oferecidos aos produtores. “”Tem oferta, basta a indústria pagar um preço justo que terá oferta””, justifica. A partir de abril, novos estoques de café conilon também começam a adentrar o mercado.
O setor aguarda por ajustes nos números da Conab até amanhã. Uma rodada de negociação será realizada na próxima terça-feira (17), às 16, para acertar os números. “”Se [a Conab] vier com o número pré-apresentado, não tem nem diálogo””, conclui.
Fonte: Notícias Agrícolas





