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*Matéria publicada originalmente em 1º de junho de 2019
O processo de robotização no agronegócio inclui também a produção leiteira. No bezerreiro coletivo da Laticínios Fiore em Venda Nova do Imigrante, região serrana do Estado, funciona o único sistema de aleitamento artificial do Espírito Santo. A máquina de tecnologia sueca é uma das duas existentes no Brasil.
O equipamento conta com um bico que simula o ubre da vaca e tem capacidade para atender a 100 bezerros ao mesmo tempo. Filhotes a partir do terceiro dia de vida mamam, por vez,1,5 litro da mistura de água com suplemento em pó. O tempo de absorção é de 7 minutos em média, o mesmo se o bezerro estivesse mamando na vaca. “A vaca não pode ficar disponível o dia todo, ao contrário da máquina ”, explica o veterinário Jorge Araújo, gestor de negócios do Grupo Fiore.
Os bezerros são identificados por chips instalados em brincos. A cada mamada, a “vaca mecânica ” faz a autolimpeza e lança os dados do chip para o computador, calculando quantos litros o animal consumiu por dia, em quais horários e programa o perído de desmama.
Segundo Araújo, a máquina melhora a qualidade de vida dos animais. O sistema completo custa em torno de R$ 100 mil. “Ela foi desenvolvida com foco no bem-estar animal. É programada conforme a idade do bezerro e ajusta a quantidade e a temperatura do leite conforme suas necessidades. Isto diminui os gastos com medicamentos ”, avalia.
Outro ponto positivo, aponta o veterinário, é a especialização promovida no bezerreiro. “Enquanto a máquina funciona, o profissional pode desempenhar outras funções na fazenda. Ela não diminui a mão-de-obra, pelo contrário, a torna especializada ”, diz Jorge Araújo.
*O áudio externo do vídeo não corresponde ao ruído original do equipamento.





