Mais lidas 🔥

Mudanças chegando!
Fenômeno El Niño pode se formar no inverno de 2026; saiba como ficará o clima no Brasil

Temporal e prejuízos
Produtores de Linhares e Sooretama tentam salvar lavouras após fortes chuvas

Previsão do tempo
Domingo segue com chuva passageira e leve alta das temperaturas no Espírito Santo

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de janeiro

Importação e custo de produção
Morango importado abaixo do custo de produção ameaça renda de produtores no ES

*Matéria publicada originalmente em 26/01/2019*
Leia mais em: https://conexaosafra.com/tbtconexaosafra/compost-barn-adesao-produtores-esta-abaixo-esperado/
Janeiro é a época da colheita da uva no Espírito Santo. Cidades como Santa Teresa, Alfredo Chaves, Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, todas na região serrana, começaram 2019 com os parreirais carregados. O frio prolongado do último inverno atrasou a safra em um mês, com a poda mais tardia, e a quantidade a ser colhida da fruta deve se igualar a de 2018.
A “Terra dos Colibris ” se destaca na produção estadual. Segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), só Santa Teresa vai colher 900 toneladas de uva este ano.
O município conta com 45 hectares de área plantada com videiras em produção e 15 ha ainda em formação. De acordo com o engenheiro agrônomo Cássio Venturini, a produtividade média é de 20 toneladas por hectare.
“O atraso na poda não vai culminar em perda da produtividade. Do total previsto, 80% vão para consumo in natura e 20% para processamento na fabricação de suco, vinho e derivados ”, afirma Venturini.
O quilo da uva está sendo vendido, em média, a R$ 5,00, mas segundo o agrônomo, alguns produtores conseguem até por mais. O registro das vinícolas de Santa Teresa junto ao Ministério da Agricultura facilitou o mercado do produto local.
“Abriu novos caminhos para os produtores. O agroturismo que já é forte na região só tem a alavancar. Apesar disto, o alto custo da produção impede a atividade crescer mais, sem contar a falta de tradição na cultura ”, destaca Cássio Venturini.
O extensionista do Incaper de Santa Teresa, Carlos Alberto Sangali, acompanha desde os primórdios o trabalho dos produtores de uva e vinho do município. “O cultivo de uva e a produção de vinho era uma atividade de fundo de quintal, praticada pelos imigrantes italianos que se estabeleceram no Estado. As primeiras ramas de uva chegaram ao Espírito Santo espetadas em batatas, para evitar a desidratação das cepas ”, lembra Sangali.

Vitivinicultura
A vitivinicultura está presente em 600 propriedades rurais espalhadas em 40 dos 78 municípios capixabas. Envolve em torno de 1.000 produtores e ocupa uma área de mais de 200 hectares.
O município de Santa Teresa merece destaque não apenas por ser um dos maiores produtores de uva e vinho, mas também pelo pioneirismo, pela expressiva área plantada, pelo conhecimento e pela transferência de tecnologias para todo o Estado.
Entre as variedades mais cultivadas no Estado, voltadas especificamente para a produção de vinhos, estão: Cabernet Sauvignon, Tannat, Bordô, BRS Lorena e Moscato Embrapa. Há também a produção de suco de uva, para a qual destinam-se pomares das variedades Bordô, BRS Carmem, BRS Cora, BRS Violeta, Isabel Precoce. A Niágara Rosada representa 80% da produção de uva para mesa, com grande expectativa para as variedades sem semente, como BRS Vitória e BRS Isis.






