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Coleção de cactos e suculentas vira negócio em Domingos Martins

O acervo se diferencia pela raridade e beleza dos cactos, originários de desertos de várias partes do mundo. É possível levar um exemplar para casa a preços que variam conforme a espécie

*Fotos: Leandro Fidelis/Arquivo Safra ES

Matéria publicada originalmente em 17/01/2020

 

O hobby iniciado na infância virou negócio para o produtor rural Werner Bruske, de Domingos Martins, na região serrana. Apaixonado por cactos e suculentas, ele deixou de apenas colecionar as plantas em casa e, há dois anos, comercializa exemplares em um empreendimento na chegada da cidade serrana. O mercado está tão aquecido, principalmente por conta da “febre das suculentas ”, queo capixaba vai lançar um canal de e-commerce.

A venda das plantas é atualmente a única fonte de renda deste descendente de alemães que deixou o serviço público- já foi até encarregado de parques e jardins- para se dedicar à verdadeira paixão. Bruske tem 2.000 suculentas catalogadas e milhares de cactos de 120 variedades, mas ainda mantém a coleção pessoal e matrizes.

O acervo se diferencia pela raridade e beleza dos cactos, originários de desertos de várias partes do mundo. É possível levar um exemplar para casa a preços que variam conforme a espécie.

De acordo com Werner, todas as espécies florescem em algum período do ano. Com caules coloridos e de formatos diferentes, alguns cactos nem precisam estar floridos para impressionar por sua beleza.

Entres os mais exóticos, estão a Euphorbia Lactea cristata, bem parecida com algas marinhas, que custa em torno de R$ 1.000,00, e também a Echinopsis grussoni, cuja primeira floração só ocorre após os 50 anos de idade.

O tempo de vida dos cactos é um detalhe à parte. Segundo Bruske, dependendo da variedade, uma planta adulta pode chegar aos 100 anos. “Eu tenho algumas plantas com mais de 15 anos que tinham o tamanho de uma bola de gude. ”

E nos últimos meses as suculentas se tornaram a bola da vez. Para Bruske, as plantas viraram “febre nacional e mundial ”. Algumas chegam a custar R$ 500,00.

*Divulgação

O colecionador está sempre em busca de novidades em viagens pelo Brasil, Argentina e Chile e também importa sementes de qualidade dos Estados Unidos, Espanha e Alemanha. A propriedade fornece cactos e suculentas para floriculturas de todo o Estado, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, sendo 80% vendas pela internet por meio da página do Facebook. As plantas chegam aos compradores de avião.

Werner Bruske afirma que apostar na produção de cactos e suculentas ampliou as opções de plantas decorativas no mercado. “Nas floriculturas, só se encontram as mesmas flores o ano todo. Para quem não fica muito em casa e não tem tempo de cuidar de plantas, os cactos e as suculentas são a melhor alternativa ”, garante.

Para Bruske, a vantagem dessas espécies está na facilidade para cuidá-las. “São plantas que necessitam de pouca água e suportam altas temperaturas. Com as atuais mudanças climáticas e os espaços residenciais diminuindo, os cactos e as suculentas serão as plantas do futuro ”.

Assim como outros produtores, Werner contribui com o meio ambiente preservando algumas espécies já extintas na natureza e desenvolvendo híbridos para garantir o melhoramento genético.

*Esta matéria faz parte do Anuário do Agronegócio Capixaba, disponível aqui na íntegra!

Sobre o autor Leandro Fidelis Formado em Comunicação Social desde 2004, Leandro Fidelis é um jornalista com forte especialização no agronegócio, no cooperativismo e na cobertura aprofundada do interior capixaba. Sua trajetória é marcada pela excelência e reconhecimento, acumulando mais de 25 prêmios de jornalismo, incluindo a conquista inédita do IFAJ Star Prize 2025 para um jornalista agro brasileiro. Com experiência versátil, ele construiu sua carreira atuando em diferentes plataformas, como redações tradicionais, rádio, além de desempenhar funções estratégicas em assessoria de imprensa e projetos de comunicação pública e institucional. Ver mais conteúdos