Mais lidas 🔥

Clima e planejamento agrícola
Onde vai faltar chuva e onde pode chover demais no Brasil até março de 2026

Tempo severo
Espírito Santo tem 45 cidades em alerta máximo para chuvas fortes; veja a lista

Artigo
Agro em risco: o avanço chinês sobre terras brasileiras acende alerta vermelho

#TBTconexãosafra
Na terra da pecuária, o café se torna rei

Comércio internacional
O que muda para o café brasileiro com o acordo entre Mercosul e União Europeia

O calorão desta semana está surpreendendo não só os capixabas, mas todos os brasileiros. Cidades do país afora experimentaram temperaturas típicas do alto verão. Na quarta-feira (23), em Cuiabá, no Mato Grosso os termômetros chegaram aos 41,8°C. Foi o local mais quente do Brasil. Mas outras localidades também experimentaram muito calor: no Rio de Janeiro, foi registrado 40°C na quarta. Brasília e Goiânia também estabeleceram novos recordes de calor para 2023 nos últimos dias.
No Espírito Santo, os ventiladores e aparelhos de ar-condicionado voltaram a funcionar em plena estação mais fria do ano. Várias cidades registraram calor intenso e os termômetros ficaram acima dos 35°C. Além disso, o Hemisfério Norte, que está no verão, foi castigado por uma brutal onda de calor. Para dar uma ideia, o Vale da Morte, na Califórnia, registrou impensáveis 53ºC no final de julho. Roma, na Itália, teve a maior temperatura de sua história observacional com quase 42ºC e o Sul italiano se aproximou dos 48ºC.
A pergunta que resta é: se o verão no Hemisfério Norte foi brutal e, se em pleno inverno, o calorão tomou conta do Brasil, o que esperar do nosso verão? Segundo publicou a meteorologista Estael Dias, do portal MetSul, ao analisar o verão no Hemisfério Norte essa ainda é uma pergunta difícil de responder pelas características climáticas do Brasil.
“Os meses mais quentes do ano nestes locais castigados no Hemisfério Norte pelo calor extremo são os de verão, mas em parte do Brasil as mais altas temperaturas do ano não ocorrem tradicionalmente no verão e sim no fim do inverno e no começo da primavera”, escreveu a meteorologista.
Ela salientou, ainda, que “no fim do inverno e no começo da primavera, quando ainda chove pouco normalmente, e a atmosfera começa a ficar mais aquecida, ocorrem estes extremos de temperatura alta no Centro-Oeste, no Sudeste e em áreas do Nordeste de clima mais árido ou distantes da costa”.
No artigo, a meteorologista explicou que estamos em período de El Niño, que é o aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial. “O maior aquecimento do planeta com sucessivas e simultâneas ondas de calor marinhas, e ainda um El Niño de forte intensidade mais tarde neste ano, pode levar a extremos térmicos de calor excessivo em áreas do Sudeste, do Centro-Oeste, do Sul da região amazônica e do interior do Nordeste principalmente entre setembro e novembro. A probabilidade que os meses da primavera e do verão tenham temperatura acima da média, e em alguns locais muito acida média, é altíssima em quase todo o Brasil. Do Sul ao Norte. Sob seca do El Niño, a temperatura pode ficar muito acima do normal, por exemplo, em áreas mais ao Norte do Brasil, tanto em parte do Nordeste como do Centro-Oeste e do Norte, especialmente na região da Amazônia Legal”, afirmou.





