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Os dados mostram que as anomalias de temperatura da superfície do mar ainda estão perto do valor máximo que foi observado durante o mês de novembro no Pacífico Equatorial Centro-Leste, região designada para identificar se há El Niño ou La Niña. Conforme a mais recente atualização semanal da NOAA, publicada no boletim da última segunda-feira (8), a anomalia de temperatura da superfície do mar era de 1,9ºC na denominada região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Centro-Leste. A região é a usada oficialmente na Meteorologia como referência para definir se há El Niño e ainda avaliar qual a sua intensidade. O valor positivo de 1,9ºC está na faixa de transição de El Niño forte (+1,5ºC a +1,9ºC) a muito forte (igual ou acima de 2,0ºC que é de Super El Niño). A reportagem é da Metsul Meteorologia.
O último trimestre (outubro a dezembro) teve valor médio de 1,9ºC no nesta região do Pacífico, conforme o chamado ONI (Oceanic Niño Index) da NOAA. Considerando os valores registrados em novembro, no mês de dezembro e o primeiro boletim semanal de janeiro, a tendência é que o trimestre de novembro a janeiro termine com um valor de ONI ainda muito alto, que estimamos entre 1,7ºC e 1,9ºC. Isso porque nos boletins semanais de novembro as anomalias foram, respectivamente, de 1,8ºC; 1,8ºC; 1,9ºC; 2,1ºC; e 2,0ºC. Já nos boletins de dezembro, respectivamente, as anomalias semanais foram de 1,9ºC; 2,0ºC; 2,0ºC; e 2,0ºC. O primeiro de janeiro, como destacado, indicou 1,9ºC. Assim, se o trimestre novembro a janeiro se encerrasse hoje, a média trimestral seria de +1,94.
Todos os principais modelos de clima indicam a persistência da fase quente (El Niño) no restante deste verão com condições quentes anômalas na região do Pacífico Equatorial Centro-Leste, usada para a designação dos fenômenos Niño e Niña, ao menos até o mês de março com alguns modelos estendendo até abril ou maio. O gráfico consolidado com todas projeções de modelos pelo C3S do Sistema Copernicus da União Europeia, com dados de modelos europeus, norte-americanos e asiáticos, está a indicar que o El Niño persistiria até o fim do verão ou o começo do outono astronômico.
A maioria dos modelos projeta neutralidade se estabelecendo no Pacífico no decorrer do outono. Individualmente, analisando modelo por modelo, o do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF) aponta que em meados de abril se daria a transição oceânica de El Niño para neutralidade, permanecendo o Pacífico em condições de neutralidade no restante do outono. Já o modelo de clima do Met Office, do Reino Unido, projeta cenário muito parecido com El Niño presente ainda no começo de março, mas se iniciando a transição para uma fase neutra ao longo de abril e que persistiria com tendência de resfriamento no decorrer do outono. Por sua vez, o modelo climático do Météo-France, o serviço meteorológico da França, retarda mais o começo da neutralidade. Indica condições quentes de El Niño ainda para março e abril com neutralidade nos meses de maio e junho deste ano.
O modelo de clima do NCEP, da agência de tempo e clima do governo dos Estados Unidos, a NOAA, acelera mais o fim do El Niño e traz condições de neutralidade mais cedo que a maioria das simulações. Projeta o fim do El Niño entre março e abril com neutralidade no decorrer do outono. No fim do outono, as condições se aproximam dos patamares de La Niña. Finalmente, o modelo da Agência Meteorológica do Japão (JMA) prevê condições de El Niño ainda no Pacífico no começo de março, mas entre abril e maio sinaliza que haveria a transição para uma fase de neutralidade. Do meio para o final do outono, as águas do Pacífico Equatorial Centro-Leste passariam a ser mais frias do que a média, contudo ainda sem preencher os critérios de La Niña. Assim, como se observa a tendência é de as condições de El Niño persistirem em janeiro, fevereiro e ao menos em parte de março, iniciando-se uma transição para uma fase de neutralidade (ausência de El Niño e La Niña) no decorrer do outono astronômico, em especial entre os meses de abril e maio. Não há qualquer sinalização de La Niña no fim do verão ou durante a maior parte do outono.




