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A probabilidade de formação de um novo episódio de El Niño em 2026 está aumentando, segundo atualização do monitoramento climático internacional divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Climate Prediction Center, órgão ligado à NOAA, nos Estados Unidos. Modelos climáticos indicam que há 62% de chance de o fenômeno surgir entre junho e agosto deste ano.
O relatório aponta que o atual episódio de La Niña ainda está ativo no Oceano Pacífico equatorial, mas já apresenta sinais claros de enfraquecimento. A tendência observada nas últimas semanas indica uma rápida transição para uma fase neutra do sistema climático global.
Segundo os meteorologistas da agência norte-americana, a fase neutra do ENSO deve se estabelecer nas próximas semanas. A previsão indica que o Pacífico permanecerá em condição neutra entre maio e julho de 2026, com probabilidade estimada em 55%.
O sistema ENSO, sigla para El Niño-Oscilação Sul, é um dos principais reguladores do clima global. Ele alterna entre três fases: El Niño, La Niña e neutralidade, influenciando padrões de chuva, temperatura e circulação atmosférica em diversas regiões do planeta.
Os dados mais recentes mostram que as águas frias associadas à La Niña continuam presentes no Pacífico centro-leste, com anomalia de temperatura de −0,5 °C na região Niño 3.4, área utilizada como referência para monitorar o fenômeno. Ao mesmo tempo, áreas próximas à costa da América do Sul já registram aquecimento acima da média.
Esse aquecimento nas camadas superficiais e subsuperficiais do oceano é considerado um dos sinais típicos de transição no sistema climático do Pacífico. A expansão de águas mais quentes abaixo da superfície indica reorganização das correntes oceânicas e pode favorecer o desenvolvimento do El Niño nos próximos meses.
Modelos climáticos de previsão sazonal apontam que, caso a tendência se confirme, o fenômeno pode se estabelecer no segundo semestre e permanecer ativo até o final de 2026.
A evolução do ENSO é acompanhada mensalmente por centros internacionais de meteorologia, que monitoram temperatura do oceano, circulação atmosférica e padrões de vento no Pacífico tropical.
Mudanças entre La Niña e El Niño costumam alterar regimes de chuva e temperatura em diversas regiões do mundo, incluindo a América do Sul, podendo influenciar desde o comportamento das frentes frias até a distribuição das chuvas ao longo do ano.





