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Um projeto da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) é um dos candidatos do edital de emendas lançado pelo deputado federal Felipe Rigoni (União Brasil) para obter recursos para avançar nas pesquisas sobre gases emitidos na torra e secagem de café. A votação popular segue aberta até o próximo dia 24 no link https://edital.feliperigoni.com/.
O principal objetivo é implantar uma central analítica especializada no Laboratório de Energia da Biomassa (LEB/Ufes) do Departamento de Ciências Florestais e da Madeira. Situada no campus da universidade em Jerônimo Monteiro, no Sul capixaba, a unidade é uma das principais referências no Estado e no Brasil sobre o tratamento e uso de biomassa como fonte de energia e de emissões gasosas.
“Assim, buscamos angariar recursos visando a aquisição de um equipamento, que possibilite incrementar a sua infraestrutura e auxiliar o Estado na tomada de decisão quanto a esse problema tão relevante para os capixabas”, diz a Ufes na justificativa do projeto.
Ainda segundo o manifesto, a implantação da central permitirá o atendimento a todo o público externo, formado pelos envolvidos na cadeira produtiva do café, mas com foco nos produtores rurais, visando a sua qualidade de vida e a fixação mais incisiva do homem no campo. “Podemos deixar o nosso legado, ao auxiliar a principal atividade econômica dos capixabas”.
A queima da biomassa no processo de secagem e torra do café libera muita fumaça, carregada de diversos gases tóxicos e de particulados que penetram no sistema respiratório, e ao longo do tempo, afeta a saúde das pessoas. No Espírito Santo, é grande a dependência da biomassa para esses fins, considerando a cafeicultura como uma das mais práticas econômicas de maior destaque no Estado, no Brasil e no mundo.
Portanto, analisar a qualidade do café e os processos de secagem e de torra são de extrema importância para o segmento técnico, a partir das pesquisas, poder intervir com melhorias e contribuir para implantação e regulamentação de medidas públicas, visando controlar as emissões. “Isso vai reduzir os efeitos tóxicos sobre a população rural, elevar a qualidade de vida e, ainda, impactar no cenário de mudanças climáticas do Estado”, argumenta o texto. (*Com informações da Ufes)






