Mais lidas 🔥

Chuva e calor
El Niño não afeta todo o Brasil da mesma forma; entenda o que muda em cada região

Previsão do tempo
Vendaval coloca quase todo o Espírito Santo em alerta; veja as cidades que podem ser afetadas

Previsão do tempo
Fim de semana traz alerta de ventos fortes em 11 cidades do Espírito Santo

Inovação no campo
Do Espírito Santo para o mundo: cafeicultor está entre seis inventores convidados para festival no Vale do Silício

Turismo e inovação
Novos destinos turísticos unem arquitetura, natureza e experiências únicas no Espírito Santo

Pesquisa realizada na Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi (Ebmar), situada em Aracruz, no Espírito Santo, revelou a ocorrência de 31 espécies de anfíbios e 28 espécies de répteis. Entre as espécies encontradas, estão algumas consideradas raras ou ameaçadas de extinção, como o anuro Arcovomer passarellii, o lagarto Ameivula nativo e o jabuti Chelonoidis carbonarius, cujos avistamentos fornecem informações cruciais sobre sua distribuição e população. A investigação teve o objetivo de compreender a composição das espécies na Ebmar, sua distribuição temporal e espacial, além de discutir seu estado de conservação.
O estudo, liderado pelo pesquisador Cássio Zocca, do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e do Projeto Bromélias, foi publicado na revista “The Herpetological Bulletin” no dia 1º de março. O trabalho contou também com a colaboração de Gabriel Ruschi, gestor da EBMAR, e dos pesquisadores Maurício M. Fernandes, Juliana Alves, Iago Ornellas e Rodrigo B. Ferreira, vinculados ao Projeto Bromélias e à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
A Ebmar abriga uma proporção significativa das espécies listadas para o município, bem como para a Mata Atlântica e para o Brasil. Especificamente, as espécies de anuros representam 86% das listadas para Aracruz, 23% das listadas para o Espírito Santo, 4% das listadas para a Mata Atlântica e 3% das listadas para o Brasil, destacando a importância do local como centro de biodiversidade regional.
Os dados coletados revelam uma variedade impressionante de anfíbios e répteis, reforçando a importância da EBMAR para a preservação da herpetofauna. “Ao mapearmos a distribuição espacial e temporal dessas espécies, estamos fornecendo informações valiosas para a implementação de medidas de conservação mais eficazes, especialmente diante dos desafios enfrentados devido à intensa especulação imobiliária na região”, destaca Cássio.
A distribuição das espécies mostra padrões interessantes em relação aos habitats e microhabitats preferenciais. A mata ciliar, os brejos e os córregos destacaram-se como os habitats mais utilizados por esses animais, evidenciando a necessidade de sua proteção. A floresta pantanosa também foi identificada como um habitat rico em espécies, enquanto áreas alteradas pelo homem igualmente foram exploradas por muitas espécies, indicando uma surpreendente adaptabilidade.
A Ebmar, fundada em 1970 pelo ambientalista Augusto Ruschi – avô de Gabriel Ruschi -, no município de Aracruz, destaca-se como um local fundamental para a conservação das espécies de anfíbios e répteis no Espírito Santo. “Além de suas atividades educacionais, a Ebmar serve como um habitat vital para numerosas espécies, sendo um ponto focal para pesquisas científicas”, enfatiza Cássio.
O estudo ressalta a importância da Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi como um remanescente florestal na Mata Atlântica. “Suas características únicas e diversificadas proporcionam um ambiente fundamental para uma grande variedade de anfíbios e répteis, destacando a necessidade contínua de conservação e pesquisas na região. É necessário comprometimento com a preservação e manutenção desse ambiente tão importante para a saúde geral do ecossistema”, finaliza o pesquisador.
O artigo completo pode ser acessado clicando aqui.





