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A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) anunciou a criação do Núcleo de Pesquisa e Inovação do Agro (Nupiagro), uma nova estrutura voltada para o fortalecimento do agronegócio no Estado. O núcleo reunirá pesquisadores dos campi de Alegre e São Mateus com o objetivo de integrar dados e resultados de pesquisas nas áreas de produção animal, vegetal, fruticultura, fitossanidade e agroquímica. A proposta é transformar conhecimento científico em soluções práticas para o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário capixaba.
Com recursos da ordem de R$ 8 milhões provenientes de emenda parlamentar da bancada capixaba, o Nupiagro está em fase de estruturação e deve começar a operar até o fim de 2025. O reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, destacou que o núcleo será estratégico para a aplicação da inteligência artificial na análise de dados agropecuários e ambientais. “Ao conectar as informações produzidas em diversas pesquisas, poderemos entender relações de causa e efeito, inclusive diante das mudanças climáticas. Isso nos permitirá avançar ainda mais com base na ciência”, afirmou.
O anúncio foi feito durante a abertura do Dia de Campo, no último sábado (14), em Alegre. O evento reuniu cerca de 500 estudantes da Ufes, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e da Multivix, além de professores e técnicos, para uma formação sobre produção animal baseada na experiência da Nova Zelândia. Com o tema “O que aprender com a Nova Zelândia na produção animal a pasto?”, a programação incluiu palestras e um circuito técnico com seis estações temáticas focadas em inovação, eficiência e sustentabilidade.
Para a diretora do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE), Louisiane Nunes, iniciativas como o Dia de Campo e a criação do Nupiagro refletem o compromisso da universidade com o desenvolvimento do meio rural e a formação de profissionais preparados para os desafios do futuro. “Trabalhamos para que a ciência gerada aqui esteja cada vez mais presente no campo e na vida das pessoas”, disse. Já o coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Pecuária Intensiva (GEPPI), Marco Tulio Almeida, reforçou que o evento marca o início de uma série de ações para aproximar a universidade dos produtores e consolidar o uso da ciência como aliada da produção agropecuária.





