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Em 2022, o Brasil atingiu a marca de 6,95 milhões de bovinos confinados. Um crescimento de 4% no volume do gado engordado com ração, se comparado com o ano anterior, e 46% acima do registrado em 2015. Os dados fazem parte do Censo de Confinamento feito pela DSM, multinacional especializada em nutrição animal.
Ferramenta de manejo importante contra as variações sazonais do clima, o confinamento de gado é uma estratégia para os pecuaristas. Enquanto o animal no pasto ganha cerca de 500 gramas por dia, no confinamento sobe para 1,6 kg/dia.
De olho nessa tendência nacional em 2015, o produtor rural e médico veterinário, especialista em gestão de negócios e pessoas, Vitor Alves, decidiu investir na modalidade.
O projeto, implantado na Fazenda Esplanada, em Montanha, Extremo Norte do Estado, ocupa uma área de 50 mil metros quadrados, espaço suficiente para 3.500 animais, o sistema de confinamento a céu aberto. O negócio deu tão certo que Vitor já estuda triplicar a área.
“O processo é basicamente a criação do gado de forma confinada, com alimentação no cocho, tratado cinco vezes ao dia. Essa é uma tática para o gado não sentir a seca. O confinamento te dá garantia do ganho de peso. O gado ganha peso em épocas estratégicas, o que melhora suas oportunidades comerciais, otimiza o fluxo de caixa e mantém as pastagens em bom estado”, explica Vitor.
O pecuarista pontua que os animais criados de maneira tradicional têm uma margem de lucro maior, mas sofrem com intempéries climáticas.
“No pasto se tem mais margem, é mais lucrativo, porém sofre com secas e tem um espaço de tempo entre receitas. O confinamento vem para conciliar margem com rotatividade”.
A família de Vitor também trabalha com gado no sistema de pastagem rotacionada e irrigada, além de produzir milho, soja e sorgo.
Boitel: modelo de confinamento terceirizado

Além do plantel próprio, Vitor Alves também trabalha em parceria com um frigorifico da região no modelo de engorda em confinamento, conhecido pelo nome de “boitel”. O nome se dá por ser um “hotel” para bovinos.
Nesse modelo, o dono do boitel recebe os animais para engorda, até o abate, e fornece a estrutura necessária para que os animais possam apresentar todo o seu potencial produtivo.
O boitel, segundo Vitor, pode ser feito de duas maneiras. A diária, que tem a possibilidade de produzir com um custo menor, por arroba; ou a clássica, que dá ao dono do confinamento garantia de mercado.
“Na diária, você pode surfar na oportunidade de um aumento no preço da arroba. E se o seu gado tem uma genética muito superior, além de uma arroba mais barata, por essa genética superior e comida de alta qualidade você pode ter uma arroba produzida com custo menor”, salienta o pecuarista.
No modelo clássico, o gado é pesado na fazenda de origem e entregue ao confinador. O pagamento é feito no momento do abate, por quilo a mais que o plantel ganhou durante a estadia no confinamento.
“Hoje, temos uma diferença entre boi magro e boi gordo. O boi gordo está com o preço acima do magro, isso faz com que você ganhe um dinheiro parado no tempo. Além de folgar a fazenda, porque o seu pasto volta a crescer, você garante um preço futuro na arroba. E se por acaso eu quiser travar o preço da arroba na bolsa, com os valores de regulação do preço, já garanto a margem de ganho no preço desse gado“.
Bem-estar animal
Atento a todas as normas de bem-estar animal e parte sanitária, os animais recebem água limpa e tratada diariamente. Também tem irrigação para conforto térmico do gado e diminuição de poeira e controle nutricional, acompanhado por especialistas e veterinários, para garantir todos os cuidados durante o processo.




