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Tecnologias agropecuárias favorecem remanescente no ES

Além disso, os investimentos em pesquisas e no desenvolvimento de novas tecnologias favorecem a ampliação da produtividade nas atividades agropecuárias

por Redação Conexão Safra

em 10/06/2014 às 0h00

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Tecnologias agropecuárias favorecem remanescente no ES



Incorporar novos hábitos na gestão da propriedade rural, aliado a incentivos e investimentos dos poderes públicos e da iniciativa privada, estão contribuindo para mudar as paisagens no Espírito Santo, favorecendo a recomposição florestal, a biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida.

Quem percorre ou vive no interior capixaba, percebe que o “verde ” está mais presente em algumas regiões. Os primeiros dados do Imageamento do Uso do Solo, realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), dentro do Programa Reflorestar, revelam que a cobertura consolidada de Mata Atlântica ultrapassa 15% do território capixaba, com chances reais de bater a casa 18%, a partir das informações preliminares do novo imageamento que está em andamento nesse ano de 2014, ante os 10,8% contabilizados em outro levantamento em 2008.

Produzido pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro), em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), um outro estudo comprova o avanço da recomposição florestal no Espírito Santo. Em 1992, em terras capixabas, havia cerca de 600 mil hectares de áreas degradadas e hoje essa área caiu para 393 mil ha.

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“A redução de áreas degradadas, a recuperação das matas nativas e a queda acentuada do desmatamento nos últimos anos, em indicadores que colocam o Espírito Santo na liderança nacional, comprovam que estamos num rumo certo e sem volta para a sustentabilidade no meio rural capixaba ”, comemora o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Também merece registro os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, onde, no período 2012 &ndash, 2013, o Espírito Santo registrou 43% de redução nos desmatamentos, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Dos incentivos públicos que contribuem para ampliar a cobertura florestal no Estado, dentro do Programa Reflorestar, o Projeto Campo Sustentável, desenvolvido pela Seag e Incaper, de 2012 a 2014, beneficia 400 propriedades rurais, disponibilizando 500 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, um milhão de mudas agrícolas (café, frutas e palmito, por exemplo), um milhão de mudas de eucalipto para suprimento de madeira na propriedade e insumos variados.

Além disso, os investimentos em pesquisas e no desenvolvimento de novas tecnologias favorecem a ampliação da produtividade nas atividades agropecuárias, o que possibilita o produtor rural ampliar o faturamento em menores espaços de terra.

“Os programas de incentivo do Governo do Estado e parceiros, aliados à conscientização dos agricultores, criam um novo equilíbrio entre produção agropecuária e meio ambiente. Há produção maior com menos área, o que permite destinar maior espaço nas propriedades para a recomposição florestal, onde todos ganham, populações rurais e urbanas ”, afirma Bergoli.


Área ocupada com Mata Atlântica: 713,1 mil hectares (15,18% do território capixaba)


Extensão de Mata Atlântica por região:

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Mesorregião Norte, Nordeste e Noroeste: 7,7% do total dessa região

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Mesorregião Central, Centro Oeste e Rio Doce: 16,3% do total dessa região

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Mesorregião Metropolita, Central Serrana e Sudoeste Serrano: 25,7% do total dessa região

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Mesorregião Sul, Caparaó, Centro Sul e Litoral Sul: 15,6% do total dessa região


Fonte: Seama


Foto: Fernando Tonani