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Com pelo menos três anos sem chuvas regulares, Espírito Santo enfrenta uma das piores secas de sua história. Como consequência, o cultivo de café conilon foi muito prejudicado e os produtores estão preocupados com 2017. “Moro na região há 65 anos e nunca vi uma situação parecida ”, conta Antônio Joaquim de Souza Neto, presidente da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (COOABRIEL).
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), entre fevereiro e outubro choveu pouco em Linhares, abaixo da média esperada. “”O começo do ano ainda foi marcado pela presença do fenômeno climático El Niñ,o. Isso fez com que a chuva ficasse concentrada mais sobre o Sul do país. Desta forma, as frentes frias não conseguiram avançar para a costa da Bahia e por consequência não chegavam ao Espírito Santo. Por isso, não tivemos tanta chuva.”” explica César Soares, meteorologista da Climatempo.
Neto explica que a última grande chuva foi em dezembro de 2013 e desde então a produtividade foi caindo. Segundo levantamento do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a última safra boa ocorreu em 2014, com 9,7 milhões de sacas no estado. Em 2016, foram apenas 5,5 milhões de sacas, o menor resultado dos últimos anos.
Segundo o pesquisador do Incaper, Abraão Verdin, em época de pouca chuva, os produtores precisam adotar algumas medidas ambientais para tentar reverter a situação. “É necessário preservar nascentes, melhorar e aumentar os reservatórios de água, construir caixas secas para reter água da chuva, entre outras ”, explica.
Em novembro voltou a chover com maior regularidade, mas ainda é cedo para prever uma recuperação em 2017. “Com a formação de uma La Niñ,a, a previsão é de que a chuva volte a ocorrer com mais frequência no Espírito Santo ”, afirma César Soares.
Fonte: Portal do Agronegócio





