Mais lidas 🔥

Agricultura familiar
Capixaba vence concurso nacional de inventos com descascador de café portátil

Agro capixaba
Produção de cacau coloca Espírito Santo entre os maiores do país

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 23 de março

Safra exclusiva
Café raro cultivado no Brasil alcança R$ 90 mil por saca e mira mercado de luxo

Agricultura familiar
Agricultura familiar encontra nova força com cultivo de milho

A nova edição da revista Conexão Safra coloca em pauta um tema sensível e urgente: a saúde mental no campo. A matéria de capa, assinada pelo repórter Leandro Fidelis, revela números alarmantes sobre depressão e suicídios em municípios do interior do Espírito Santo, destacando a necessidade de ampliar o acolhimento às famílias rurais.
A editora da revista, Kátia Quedevez, chama atenção para o peso que recai sobre os produtores, em especial as mulheres, que acumulam as responsabilidades da produção rural e da vida doméstica. “Estamos há 14 anos comunicando sobre o agro e, ao longo dessa trajetória, ouvimos relatos muito fortes, especialmente de mulheres, que sentem a sobrecarga de não dar conta de tudo”, afirma.
A pressão vai além das dificuldades tradicionais do setor, como intempéries climáticas e oscilações de mercado. A sucessão familiar, cada vez menos aceita pelos filhos e netos, também tem gerado angústia entre os agricultores. A editora alerta ainda que, mesmo entre produtores premiados, há sofrimento silencioso: a rotina dura e solitária pode levar à depressão.
A reportagem reforça que o problema é agravado pela falta de alternativas no meio rural. Ao contrário do trabalhador urbano, que pode se afastar do emprego formal em caso de adoecimento, o produtor rural precisa continuar suas atividades mesmo quando enfrenta ansiedade, depressão ou síndrome do pânico.
Para a Conexão Safra, comunicar sobre saúde mental no campo é parte de um compromisso maior com os agricultores. A revista planeja uma série de conteúdos que dialogam com iniciativas como o programa Saúde no Campo, do Senar-ES, que já leva apoio físico e psicológico às famílias rurais.
“O papel da comunicação é mostrar que isso existe, que está diante dos nossos olhos, e ouvir quem já conseguiu superar situações de adoecimento. A saúde mental do homem e da mulher do campo precisa estar no centro do debate”, defende Kátia Quedevez.





