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| Caso não ocorram problemas climáticos, Brasil deve registrar recordes nas safras de soja e do milho 2016/17, acredita vice-presidente da SNA Hélio Sirimarco. Foto: Arquivo SNA |
Apesar do aumento dos custos de produção, da queda dos preços da soja e do milho no mercado internacional e do dólar, o Brasil deve registrar recordes nas safras de soja e do milho, caso não ocorram problemas climáticos. A previsão é do vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura Hélio Sirimarco. Tomando por base as estimativas da safra 2016/17, ele concorda com o crescimento moderado da área de soja, e maior da de milho.
Segundo a empresa de consultoria Céleres, a área de soja deve aumentar 2,6% para 33.8 milhões de hectares, enquanto a do milho deve subir 13% na safra de verão, para 6.4 milhões de hectares, e 8,5% na safra de inverno (safrinha) para 11.3 milhões de hectares.
Quanto à produção, a estimativa inicial da Céleres é de uma safra de soja de 102.9 milhões de toneladas, ou seja, 5,3% superior à safra 2015/16. Com relação ao milho, a estimativa para a safra de verão é de 35.1 milhões de toneladas (+ 22%) e para a safrinha é de 63.9 milhões de toneladas (+ 29,1%).
COMÉRCIO EXTERIOR
Já as exportações de soja deverão totalizar 52.5 milhões de toneladas em 2016/17, recuando 1% na comparação com o ano anterior. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por Safras & Mercado. O esmagamento deverá subir 1%, totalizando 40.9 milhões de toneladas.
A oferta total de soja deverá aumentar 7% na temporada, passando para 104.935 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por Safras em 96.5 milhões de toneladas, repetindo o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão aumentar 564%, passando de 1.271 milhões para 8.435 milhões de toneladas.
Safras trabalha com uma produção de farelo de soja de 31.1 milhões de toneladas, crescendo 1%. As exportações deverão cair 2% para 15 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 16.1 milhões, com elevação de 2%. Os estoques deverão permanecer em 608 mil toneladas.
Quanto à produção de óleo de soja, deverá ficar em 8.1 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 1.4 milhão de toneladas, 2% a menos em relação ao ano anterior. A previsão é de que 2.65 milhões de toneladas sejam disponibilizadas para a fabricação de biodiesel, com aumento de 2%
O consumo interno deve subir 2% para 6.6 milhões de toneladas, contando o uso para o biocombustível. A estimativa é de crescimento de 25% nos estoques para 606 mil toneladas.
ARROZ E FEIJÃO
As áreas de feijão e de arroz também deverão aumentar, de acordo com o vice-presidente da SNA. “Com a quebra de ambas as safras e a consequente elevação dos preços, os produtores que trocaram o plantio do feijão pelo milho e soja, devem voltar a plantá-lo. É bom lembrar que a quebra da produção 2015/16 em relação à de 2014/15, segundo a Conab, foi de 513.200 toneladas ”, avalia Sirimarco.
O arroz também deve registrar aumento da área plantada, já que, impulsionado pela demanda aquecida e pela pequena oferta, o preço do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu os maiores patamares do Indicador Esalq-USP/Senar-RS (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de Rio Grande do Sul), iniciado em setembro de 2005.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira deve alcançar 10.6 milhões de toneladas, a menor desde a temporada 2003/04, e 14,3% inferior à da safra 2014/15. Essa queda se deve principalmente à redução de 13,8% da área plantada.





