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Rio Veado em Guaçuí pede socorro Serrana Filetti

O rio Veado que corta o município de Guaçuí está pedindo socorro segundo a própria população que reside próximo ao local.

por Redação Conexão Safra

em 22/01/2015 às 0h00

4 min de leitura

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O rio Veado que corta o município de Guaçuí está pedindo socorro segundo a própria população que reside próximo ao local. Por onde se passa é possível ver restos de sacolas plásticas, garrafas pet e até pneus. Outro problema grave é com relação ao esgoto que é despejado diariamente na água.

Quem reside próximo às margens não está nada satisfeito com a situação. “Moro perto e fico triste em ver tanta sujeira como lixo e esgoto ”, afirma a vendedora Silvana Faria, de 33 anos. Outro morador, Jucelino Fonseca, 43 anos, disse que já retirou vários pneus. “Não sei como podem jogar tanta coisa no nosso rio, até pneu eu tirei daqui um dia desses ”, enfatiza.

Na quarta-feira passada centenas de peixes foram encontrados mortos nas proximidades da ponte que vai para o bairro Vila dos Professores. De acordo com informações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, desde então o rio vem sendo monitorado e uma inspeção foi realizada no fim de semana para identificar se foi lançado algum resíduo que possa ter causado a morte dos peixes para a partir daí, coletar o material para análise e definição da causa da mortandade. Participam do trabalho de monitoramento as Secretarias do Meio Ambiente, de Obras, Defesa Civil Municipal e Polícia Militar Ambiental.

Sobre o lixo encontrado em vários pontos, a Prefeitura informa que disponibiliza 403 pontos de coleta na sede do município, equipados com bombonas ou bancas ou caçambas para acondicionamento adequado do lixo.

Para conscientizar a população a respeito da importância de depositar todo o lixo nos locais de coleta disponibilizados pela administração municipal, a Secretaria do Meio Ambiente realiza campanhas de educação ambiental por meio do envolvimento de alunos, professores, pais e comunidade na Mostra de Vídeos Curtas Ambiental, executada anualmente desde 2013, e também na Feira do Verde, além de outras campanhas de educação ambiental nas escolas e da campanha de preparação para a coleta seletiva de lixo, que começou por parte da área central da cidade e será estendida para as demais regiões, nas próximas etapas do projeto.

Esgoto ainda é problema
Em relação ao problema do esgoto, a Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Guaçuí informaram que quando a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada no bairro Manoel Monteiro Torres for concluída, 15% de todo o esgoto gerado no município será tratado. Somente a região dos bairros Vila dos Professores e Manoel Monteiro Torres possui a interligação de rede com a ETE. Por esse motivo, a Prefeitura informa que elaborou uma proposta para a universalização da rede de captação de esgoto, para tratar 100% do resíduo gerado.

O projeto é de mais de R$ 24 milhões, que já está aprovado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e em breve será cadastrado para captação de recursos. Atualmente a ETE está com 96% da obra concluída. O investimento para a construção foi feito por meio de convênio firmado em 2010 com o Governo Federal, com contra partida do município. Entretanto, a obra, que era executada por um consórcio composto por duas empresas, se encontra paralisada desde 2012, por conta de impasse contratual.

A partir de 2013, a atual administração iniciou a busca por formas de resolver o impasse e em dezembro do ano passado, a empresa presidente do consórcio apresentou um pedido de saída da presidência, deixando a execução da obra a cargo apenas da outra empresa participante do consórcio. A Prefeitura informou que um novo cronograma de execução da obra será apresentado pela empresa que executará o serviço, mas não disse quando sairá o cronograma.
Fonte: Grupo Folha do Caparaó de Comunicação (GFC)

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