Mais lidas 🔥

Inovação na piscicultura
Tilápias ficam mais saudáveis com uso de planta medicinal

Agricultura familiar
Capixaba vence concurso nacional de inventos com descascador de café portátil

Agro capixaba
Preço do mamão Havaí despenca e atinge mínima no Espírito Santo

Tempo e agronegócio
El Niño está chegando! Saiba como o fenômeno vai impactar na agricultura brasileira

Duas histórias, uma conexão
Quando o sotaque da roça sobe ao palco, e vence!

“
Visando à melhoria da qualidade da produção de pimenta-do-reino no Estado, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em apoio à Associação Capixaba dos Exportadores de Pimentas e Especiarias (Acepe), realizou, no último sábado (04), o “I Seminário de Qualidade de Pimenta-do-Reino ”. O evento aconteceu em São Mateus e contou com a participação de 600 pessoas, entre produtores rurais e autoridades. O objetivo foi discutir temas importantes do setor e expor máquinas e equipamentos.
A pipericultura no Espírito Santo é uma atividade tipicamente familiar e de grande importância para a complementação da renda dos produtores. Nos últimos anos, o Estado exportou cerca de 12 mil toneladas de pimenta-do-reino para o exterior. “O evento teve por objetivo discutir a qualidade da pimenta que está sendo exportada. Nesses últimos anos acabamos perdendo credibilidade no mercado internacional devido aos problemas com a não utilização das boas práticas no campo ”, ressaltou o diretor da Acepe, Rolando Martin.
Um dos condimentos mais valorizados e que apresenta grande valor econômico, a pimenta-do-reino é o cultivo com maior tecnologia de produção, com mais de 80% da área sob sistema de irrigação, o que propicia maior produtividade quando comparado a outros Estados. No total, 90% das áreas de plantios no Espírito Santo estão localizadas em propriedades de base familiar.
Para o diretor-presidente do Incaper, Marcelo Suzart de Almeida, o mercado está cada vez mais exigente e vai começar a regular pela qualidade. “O Incaper, a ACEPE, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), juntamente com o Governo do Estado, estão preocupados com a qualidade da produção. Por isso, é importante que o produtor amplie o conhecimento sobre melhoramento, nutrição, manejo fitossanitário, pós-colheita e secagem para garantir a qualidade do produto ”, ressaltou Marcelo.
Durante o seminário os participantes puderam discutir vários temas como restrições no uso de pesticida, boas práticas de processamento da pimenta-do-reino, certificação internacional e identificação geográfica, comércio internacional, além do projeto de lei 4728/2016, que incentiva a produção de qualidade.
Produtor há mais de 30 anos, Elizeu Bonomo destaca a importância da realização do evento. “Um seminário como este só fortalece a importância de nós produtores estarmos sempre em busca de conhecimento. Hoje a quantidade é maior que a qualidade do produto e isso não pode acontecer. O mercado quer pimenta de qualidade e nós temos condições se usarmos as boas práticas no dia a dia ”, disse.
Para o Delegado Federal da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário no Espírito Santo, Aureliano Nogueira da Costa, esse é o momento de priorizar a qualidade da pimenta exportada. “O ponto mais importante do evento é que ele vai trazer na linguagem do agricultor familiar as tecnologias disponíveis e os cuidados que devem ser tomados durante todo o ciclo da cultura, desde o plantio até a condução, aplicação de agroquímicos recomendados, produtos fitossanitários com registro para a cultura da pimenta para não causar a eliminação do produto da pauta de exportação ”.
Fonte: Incaper.es.gov.br





