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Qualidade com sustentabilidade: produtor de café ganha R$ 40 mil em prêmio

por Redação Conexão Safra

em 16/11/2015 às 0h00

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É do município de Marechal Floriano o grande vencedor do 13º Prêmio de Qualidade RealCafé-Cafuso/UCC &ndash, Ueshima Coffee para os cafés das Montanhas do Espírito Santo. A amostra do cafeicultor Edmar Busato foi considerada a melhor pelos jurados e garantiu o prêmio de R$ 40 mil.

Luciano Dutra Pimenta, do município de Afonso Cláudio, ficou na segunda colocação e recebeu o prêmio de R$ 30 mil e Edmar Zuccon, de Brejetuba, foi o terceiro colocado e levou R$ 20 mil. Com participantes de 11 municípios capixabas, o concurso distribuiu aproximadamente R$ 150 mil em prêmios.

A cerimônia de premiação aconteceu no último sábado (14), em Venda Nova do Imigrante. Participaram o governador Paulo Hartung, o senador Ricardo Ferraço, o prefeito de Viana Gilson Daniel, o prefeito de Venda Nova do Imigrante Dalton Perim, o secretário de Estado de Agricultura Otaciano Neto, o secretário de Estado de Desenvolvimento José Eduardo Faria de Azevedo, representantes do Grupo Tristão e da Ueshima Coffee Company (UCC), da Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (COOPEAVI), de entidades ligadas ao setor e famílias de cafeicultores.

O concurso é uma realização da RealCafé Cafuso em parceria com a UCC-Ueshima Coffee Company, e contou com o apoio da Secretária de Agricultura do Estado do Espírito Santo (Seag) por meio do Incaper, do Sicoob, Cetcaf e OCB.

Classificação

Edmar Busato – Marechal Floriano (1º lugar), Luciano Dutra Pimenta – Afonso Cláudio (2º lugar), Edmar Zuccon &ndash, Brejetuba (3º lugar), Valdeir Dalcin Tomazini &ndash, Castelo (4º lugar), Anilton Afonso Miniquete &ndash, Vargem Alta (5º lugar), Sandra Christina Neitzke
– Domingos Martins (6º lugar), Gilmar José Pin &ndash, Vargem Alta (7º lugar), Solimar Tomazini &ndash, Castelo (8º lugar), Jeremias Littig Braga &ndash, Afonso Cláudio (9º lugar) e Marco Marchioro &ndash, Vargem Alta (10º lugar).

Qualidade e sustentabilidade

O objetivo do concurso é incentivar os produtores capixabas na busca constante da melhoria da qualidade, como meio mais eficaz de conquistar novos mercados e atender a crescente demanda por produtos diferenciados. A avaliação levou em conta a qualidade dos lotes inscritos e as condições socioambientais das propriedades onde o café é produzido, com critérios de
rastreabilidade do café, uso de fertilizantes e defensivos, gestão do solo, colheita e pós-colheita, meio ambiente e conservação, gestão de resíduos e saúde e segurança do trabalhador.

O secretário de Estado da Agricultura, Otaciano Neto, destacou a importância das contribuições do Governo do Estado nas áreas de infraestrutura, assistência técnica e pesquisa pública no campo. “São fatores que explicam o sucesso e o fortalecimento da cafeicultura no Espírito Santo e garantem novos investimentos principalmente na área ambiental, nosso maior desafio ”.

De acordo com Romário Gava Ferrão, pesquisador e coordenador do Programa de Cafeicultura do Incaper, o concurso vem elevando nos últimos anos o padrão de qualidade do café capixaba. “O produtor está empenhado em produzir mais, observando conceitos que vão além das características físicas e sensoriais do grão. Qualidade hoje está ligada ao respeito ao meio ambiente e às pessoas que cuidam das lavouras ”, observa.

Para Frederico Daher, superintendente do Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf), entidade responsável pela análise socioambiental das 20 propriedades finalistas, o concurso tem, ao longo das edições, obtido resultados educativos importantes. “Os equívocos no processo produtivo servem para o aprendizado e para o despertar que não basta produzir mais se não for com sustentabilidade ”.

Evair de Melo, que coordenou equipe de árbitros de várias partes do Brasil, Japão, Inglaterra e Indonésia, destacou a dedicação e empenho das famílias de cafeicultores e das entidades ligadas ao setor que resultaram no reconhecimento nacional e internacional do café produzido nas montanhas capixabas. “Saímos de um padrão inferior para nos tornar referência mundial. Devemos isso a ousadia e boa gestão de nossos produtores e parceiros. ”

Café de Qualidade

Atualmente, a cafeicultura é desenvolvida em 15 estados, destacando-se Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia. O Brasil é o maior produtor e o segundo maior consumidor mundial de café. O produto gera importantes divisas em exportações, emprega milhares de trabalhadores rurais e responde por parcela considerável da economia de diversos municípios e regiões do País.

Os cafés de categorias superiores e especiais concorrem em mercados diferenciados, de consumidores mais exigentes e de maior remuneração. Para receber classificação como café de categoria superior, os grãos passam por processos de seleção de acordo com sua cor, tamanho e sabor.
O local de cultivo e o atendimento a questões de ordem ambiental ou social, como as condições de trabalho, também podem ser considerados fatores de diferenciação do produto.

FONTE: Assessoria de Comunicação deputado federal Evair de Melo

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