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A aproximação da colheita de café já começa a influenciar o mercado brasileiro, mesmo com a intensificação dos trabalhos de campo prevista apenas para meados de maio. De acordo com pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse movimento já aparece nas cotações, especialmente no caso do café arábica, cujos preços vêm recuando na maior parte dos dias desde o fim de março.
No mercado do café robusta, o impacto tem sido ainda mais evidente. Como os primeiros talhões da variedade costumam ser colhidos entre abril e maio, a proximidade da nova safra já exerce pressão mais significativa sobre as cotações no mercado interno.
Nesse ambiente, a liquidez segue limitada há algumas semanas no segmento de robusta. Segundo o Cepea, os produtores têm negociado apenas volumes pontuais, principalmente para quitar compromissos de curto prazo e organizar o planejamento da colheita.
O comportamento mais cauteloso nas vendas reflete a combinação entre expectativa de avanço da safra e pressão sobre os preços, em um momento em que o mercado acompanha de perto o ritmo das atividades no campo e os possíveis efeitos da oferta sobre as próximas negociações.




