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Em 2004, a Associação de Produtores de Venda Nova do Imigrante tornou-se Cooperativa dos Cafeicultores das Montanhas do Espírito Santo, a Pronova. E juntamente com o trabalho de melhoria da qualidade do café, continuou sua busca para fazer da cafeicultura da região de montanha capixaba uma atividade sustentável, proporcionando a obtenção de melhores resultados para os produtores cooperados. Dez anos se passaram e a Pronova se mantém firme no seu propósito.
Membros do grupo e funcionários da cooperativa comemoram a data com um café da manhã especial. Um bolo e uma torta foram repartidos em clima de muita alegria.
“No início, a intenção de vários cafeicultores de Venda Nova era ter uma sala para degustar café. Após um tempo da Pronova como associação, a única forma de garantir melhores resultados para a cafeicultura era virar cooperativa. Hoje, o grande desafio é fazer a cooperativa funcionar. O grande avanço do cooperativismo do Brasil está na organização, e disso a Pronova entende: tem representação, respaldo e participação das lideranças. Temos muito para crescer, evoluir ”, declarou Pedro Carnielli, presidente da Pronova.
A Pronova foi criada em 1989, como Associação de Produtores de Venda Nova do Imigrante, oferecendo aos associados serviços de orientação técnica e de acompanhamento da produção do café, classificação e degustação, informações de mercado, cotação das principais bolsas de mercado e uma pequena estrutura de comercialização.
Cooperativa impulsionou sustentabilidade
Em 1998, foi lançado um projeto que deu grande impulso à produção de café nas montanhas do Estado: o Programa de Sustentabilidade para o Café das Montanhas do Espírito Santo. O projeto teve como objetivo promover uma agricultura sustentável para a região de montanhas, mapeando as áreas produtoras, traçando um perfil da qualidade do café nela produzido e promovendo a melhoria da qualidade do produto.
Hoje a cooperativa possui em seu quadro social aproximadamente 195 agricultores de 13 municípios e já se consolidou como a principal interlocutora da cafeicultura da região, realizando um constante trabalho de sensibilização dos cafeicultores da necessidade de produzir o café de forma sustentável.
Para isso, buscou a adoção de processos eficientes e transparentes, com responsabilidade ambiental e social, não só na produção, mas também no processamento e comercialização desses grãos, já que compradores e consumidores estão preocupados, além da qualidade do café que consomem, com um conjunto de fatores que envolvem a produção de um café economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto.
Um salto importante para que esses objetivos fossem alcançados pela Pronova, foi a conquista, em dezembro de 2005, do Selo do Comércio Justo (Fairtrade), ou seja, da Certificação junto à FLO-CERT, uma das certificações mais importantes em nível de agricultura familiar, já que envolve pequenos produtores e trabalha critérios de desenvolvimento econômico, social e ambiental para a produção agrícola das pequenas propriedades, garantindo um preço mínimo para o café produzido dessa forma.
Meta
A principal meta na conquista deste certificado foi de valorizar a produção do café sustentável e de aproximar o pequeno produtor de um mercado diferenciado, assegurando aos compradores um produto de qualidade que atenda a critérios sócio-ambientais e ao produtor, um preço justo e valorizado do seu produto.
Através da certificação Fairtrade, a Pronova passou a oferecer a seus cooperados oportunidades para mercados diferenciados para a comercialização de seu café, uma vez que a certificação torna o produto reconhecido internacionalmente como sustentável do ponto de vista social, ambiental e econômico, com maior valor agregado, deixando de ser uma simples commodity.
Assim, a cooperativa passou a comercializar parte do café de seus cooperados através do Mercado Justo- Fairtrade. No período de janeiro/2007 a fevereiro/2011 foram comercializadas para França, Inglaterra, EUA e outros países, aproximadamente 15.000 sacas de café arábica certificado, agregando um valor de aproximadamente R$ 190.000,00 de prêmio, beneficiando mais de 150 produtores cooperados e a própria cooperativa, gerando estabilidade e desenvolvimento.
Em 2009, foi criado o Comitê de Produtores, com o objetivo de mobilizar produtores de diversas comunidades, sendo que cada uma delas tem seu representante no Comitê. dessa forma, a comunicação entre essas comunidades ficou mais fácil, pois o representante participa das reuniões e leva aos outros produtores o que foi discutido na ocasião.
Sendo assim, a composição do Comitê de Produtores da Pronova foi um importante passo para o início da formação de lideranças comunitárias, para a ampliação da comunicação entre a cooperativa e seus cooperados e para ampliação do processo de tomada de decisão de forma compartilhada.
Nova sede concretiza sonho
E em 2011, a Pronova começou a escrever mais um capítulo da sua história com a construção da nova sede, inaugurada em setembro de 2013. O investimento, de pouco mais de R$ 2 milhões, conta com R$ 1,65 milhão de recursos angariados junto ao Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo- BNDES via linha de ação para o Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco Brasil, mais recursos próprios.
Construída em um área com mais de 30 mil metros quadrados, a nova sede conta com um galpão adequado para armazenar e rebeneficiar café e um prédio para o setor administrativo. As novas instalações estão localizadas no km 4,5 da rodovia Pedro Cola, que liga Venda Nova do Imigrante a Castelo.
Fonte: Assessoria de Comunicação Pronova





