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Geral

Produtor diminui custos com silagem de abacaxi na alimentação dos animais

por Redação Conexão Safra

em 08/10/2013 às 0h00

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O produtor rural e cooperado da Selita, Geraldo José Calvi Fontana, da Fazenda Comissão, em Presidente Kennedy, está usando inovação e tecnologia para os trabalhos em sua propriedade e já está colhendo os bons frutos com a diminuição de custos.


Além da atividade leiteira, Geraldo também planta e cultiva abacaxi, e pensando em diminuir ainda mais os custos, ele passou a alimentar os animais, no período de seca, com silagem do pé da fruta. “Eu vi uma matéria na televisão sobre isso, e alguns dias depois estive em Minas Gerais e lá conheci um fazendeiro que utilizava a silagem de abacaxi. Depois que vim embora, entrei em contato com ele e pedi fotos. No início me chamavam de louco, me dizendo que eu ia matar o gado e cheguei até a ficar com medo por causa do veneno, mas fizemos duas análises em laboratórios e ficou comprovado que o veneno do abacaxi é para ser humano e tem um prazo de validade. Quando a fruta é colhida, o veneno já saiu todo e em abril de 2012, comecei a alimentar os animais com essa silagem com ração concentrada ”, explicou.


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Segundo ele, o resultado foi um gado mais bonito e aumento na produção de leite. Hoje, a ideia já se espalhou pela região e Geraldo se tornou um difusor de tecnologia. Os gastos com a alimentação diminuíram, já que a produção de abacaxi é própria. “Após a colheita, boa parte da produção é perdida e agora reaproveito para fazer a silagem. Os animais gostam muito ”, continuou o produtor.


Em termos de proteína bruta, a silagem de abacaxi disponibiliza 7,8%, enquanto a silagem de milho tem 8,3%. A vantagem do produto é o preço que costuma ser 25% inferior à silagem de milho ou sorgo. Com elevado poder de fermentação, a silagem de abacaxi pode ser aberta poucos dias após o fechamento enquanto a silagem de milho leva cerca de 40 dias para poder ser usada.


Adubação

Além disso, Geraldo também implantou um sistema de irrigação no qual aproveita para distribuir na pastagem os dejetos dos animais, que são retirados do curral. Pensando em não agredir o meio ambiente, ele instalou uma caixa de 10 mil litros ligada a canos vindos do curral para coleta dos dejetos e distribuição no sistema de irrigação dos piquetes. Com isso, todos os dejetos dos animais vão para a caixa, que é misturado com uréia e bombeado para a irrigação.


“Tive a ideia depois de assistir a um documentário com um sistema bem parecido, e decidi fazer aqui. Antes, todos os dejetos eram varridos para a parte de fora do curral e hoje, é jogado diretamente na caixa. Hoje, isso virou uma forma sustentável de produzir o alimento dos animais ”, contou. Geraldo começou no início de dezembro do ano passado e reduziu os custos em R$ 350,00 com adubação, que gastava antes.


“Hoje, só o adubo biológico e os resultados já podem ser vistos, além disso, passo a ter também melhoria no solo químico, físico e biológico. Daqui a um tempo isso vai virar humos. “O gasto com energia para alimentar a bomba não chega a R$ 100,00 por mês, além também da economia na quantidade de água ”, completou.


O produtor já teve picos de produção de 620 litros de leite por dia, e hoje, como está somente com 27 das 58 vacas em lactação, a produção caiu para 350 litros por dia. Ele contou que 12 vacas irão parir em janeiro e com isso, sua produção volta ao normal.


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