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O Espírito Santo é um estado pequeno em extensão territorial, mas imenso quando o assunto é agronegócio.
Seu desempenho chama atenção não apenas pelos volumes produzidos, mas pela qualidade, pela diversidade e, sobretudo, pela capacidade de inovar em um espaço geográfico limitado.
Nada disso aconteceu por acaso. Esse resultado é fruto direto do esforço cotidiano de produtores e produtoras rurais capixabas, aliado a um ambiente institucional que soube valorizar a pesquisa, a assistência técnica, a aplicação de tecnologias e a inovação.
Ao longo dos últimos 20 anos, o Espírito Santo construiu uma trajetória marcada por gestões responsáveis e políticas públicas consistentes voltadas ao agro. Esse conjunto de fatores formou um ecossistema produtivo diferenciado, capaz de posicionar o estado como referência nacional em produtividade e qualidade.
É assim que um território pequeno consegue liderar rankings e se destacar em culturas estratégicas como café, mamão, cacau, gengibre e hortifrúti, entre tantas outras.
Mas, diante de tantos bons resultados, surge uma pergunta essencial: por que é tão importante conhecer os números do agronegócio capixaba?
Porque dados não são apenas registros do passado, eles são instrumentos de leitura do presente e, principalmente, de planejamento do futuro.
Conhecer o desempenho do agro, sua trajetória produtiva e os impactos dos investimentos em pesquisa e tecnologia permite compreender a real dimensão da capacidade empreendedora dos nossos produtores e produtoras rurais.
Os números ajudam a traduzir em informação aquilo que, no dia a dia, se manifesta em trabalho, dedicação e tomada de risco.
Eles revelam tendências, apontam gargalos, indicam oportunidades e dão base concreta para decisões públicas e privadas.
Sem dados confiáveis e organizados, o debate sobre o agro perde profundidade e o planejamento se torna frágil.
É nesse contexto que o Anuário do Agronegócio Capixaba cumpre um papel estratégico.
Em sua edição mais recente, a publicação, produzida pela equipe pela Conexão Safra, vai além da apresentação de dados e análises técnicas.
O anuário incorpora opiniões de especialistas, observa o comportamento dos números ao longo de um recorte de 10 anos e traz como tema central o turismo rural, ampliando o olhar sobre o papel multifuncional do campo capixaba.
Essa leitura integrada se torna ainda mais relevante em um momento de mudanças estruturais no país.
A reforma tributária, que impactará todos os setores da economia brasileira, exigirá planejamento, adaptação e visão estratégica. Saber onde estamos, como evoluímos e quais caminhos se apresentam é fundamental para definir para onde vamos.
O anuário cumpre exatamente essa função: oferecer uma fotografia detalhada do agro capixaba, contextualizada no tempo, capaz de subsidiar decisões e qualificar o debate sobre o futuro do setor.
Por isso, a disponibilização gratuita do material é um convite à informação, à reflexão e ao planejamento coletivo.
Conhecer os números do agronegócio capixaba é, acima de tudo, reconhecer a força de um estado que transformou limites territoriais em potência produtiva.
É valorizar quem faz o agro acontecer todos os dias e garantir que as próximas decisões sejam tomadas com base em dados, conhecimento e visão de longo prazo.
O futuro do agro começa pela compreensão do presente, e os números contam essa história com precisão.





