Sustentabilidade no campo

Pecuária leiteira do ES ganha capacitação em sustentabilidade

Ação da Seag e do Incaper busca capacitar produtores e técnicos para fortalecer práticas sustentáveis na pecuária leiteira capixaba

Foto: divulgação

Teve início nesta terça-feira (23) a capacitação voltada à aplicação do Currículo Mínimo de Sustentabilidade para a Pecuária Leiteira Capixaba. O treinamento, que segue até quinta-feira (25), reúne extensionistas do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e técnicos de cooperativas de leite na Fazenda Experimental Bananal do Norte, localizada em Pacotuba, distrito de Cachoeiro de Itapemirim.

A abertura contou com a presença do subsecretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch; do diretor-geral do Incaper, André Barros; da gerente de Pecuária da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Michele Bastos; do gerente de Assistência Técnica e Extensão Rural do Incaper, Agno Tadeu; e do coordenador do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Sul (CPDI Sul), Tafarel Victor Colodetti.

A programação inclui a apresentação dos projetos em rede aprovados pelo Programa Inovagro, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), debates sobre os eixos econômico-financeiro e econômico-produtivo, além de visita técnica ao Sítio São Felipe, em Guaçuí, utilizado como unidade demonstrativa para aplicação das metodologias.

Nos próximos dias, os participantes irão aprofundar conhecimentos sobre bem-estar animal, sanidade, aspectos sociais e ambientais da produção leiteira, regeneração de pastagens degradadas e aplicação prática da metodologia por meio de estudos de caso.

O Currículo Mínimo de Sustentabilidade foi desenvolvido para apoiar o diagnóstico das propriedades rurais e orientar recomendações técnicas nos aspectos econômicos, produtivos, sanitários, sociais, ambientais e de bem-estar animal. A proposta é fortalecer a assistência técnica e a extensão rural, contribuindo para uma pecuária leiteira mais eficiente e sustentável no Espírito Santo.

A iniciativa é desenvolvida pelo Incaper em parceria com a Seag e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo(Ifes) – Campus Santa Teresa.

“Mais do que uma ferramenta de diagnóstico, ele cria um padrão técnico para avaliar e orientar a evolução das propriedades rurais, considerando aspectos econômicos, sociais e ambientais. O grande benefício para os produtores é transformar sustentabilidade em resultado: mais eficiência produtiva, maior competitividade, melhor qualidade de vida no campo e mais segurança para o futuro da atividade”, destacou o subsecretário Michel Tesch.

Para o diretor-geral do Incaper, André Barros, a capacitação representa mais um passo no fortalecimento da extensão rural capixaba.

“A pecuária leiteira é uma atividade estratégica para milhares de famílias rurais do Espírito Santo. Com essa capacitação, fortalecemos a atuação dos nossos extensionistas e ampliamos a capacidade de levar soluções práticas e sustentáveis aos produtores. O Currículo Mínimo de Sustentabilidade representa um importante avanço nesse processo, ao oferecer uma base técnica para apoiar a tomada de decisões e orientar melhorias de acordo com as diferentes realidades da produção leiteira. A articulação com as cooperativas e demais parceiros do setor é fundamental para transformar conhecimento em ações concretas e gerar avanços consistentes para a pecuária capixaba”, afirmou André Barros.

Para a gerente de Pecuária da Seag, Michele Bastos, a capacitação reforça o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento sustentável da atividade leiteira.

“A sustentabilidade é um caminho sem volta para a pecuária moderna. Ao capacitar técnicos e extensionistas, estamos fortalecendo a assistência aos produtores rurais e promovendo uma produção mais eficiente, responsável e competitiva. O Currículo Mínimo de Sustentabilidade é uma ferramenta importante para orientar melhorias nas propriedades e contribuir para o crescimento sustentável da cadeia do leite no Espírito Santo”, destacou Michele Bastos.