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A posse de Ricardo Ferraço no comando do Espírito Santo inaugura mais do que uma nova gestão: abre-se um novo ciclo de expectativas para um dos setores mais estratégicos da economia capixaba: o agronegócio.
E, ao observar sua trajetória pública, é possível afirmar que o campo não será apenas pauta de governo, mas eixo estruturante de desenvolvimento.
Ricardo Ferraço não chega ao Palácio Anchieta como um estranho ao agro. Ao contrário, sua relação com o setor é histórica e consistente.
Quando esteve à frente da Secretaria de Agricultura, entre 2003 e 2006, deixou uma marca concreta: estruturou políticas de longo prazo e liderou a criação de programas que até hoje moldam a realidade rural do Estado, como o emblemático Caminhos do Campo.
Mais do que um programa de infraestrutura, o Caminhos do Campo consolidou uma visão: a de que o desenvolvimento rural começa pelo acesso.
Estradas pavimentadas significam redução de custos logísticos, aumento da competitividade, melhoria na qualidade de vida e estímulo à permanência no campo. Essa lógica segue presente.
Investimentos recentes continuam priorizando corredores rurais, mobilidade e escoamento da produção, pilares essenciais para qualquer política agrícola moderna.
Mas é justamente na ampliação da agenda logística que reside um dos pontos mais promissores de sua gestão.
Ao longo de sua trajetória política, Ferraço sempre esteve associado a projetos estruturantes que buscam integrar o Espírito Santo aos grandes corredores nacionais e internacionais de comércio.
Portos, rodovias, ferrovias e conexões intermodais deixaram de ser apenas obras de infraestrutura para se tornarem instrumentos estratégicos de competitividade, especialmente para o agro.
O fortalecimento da malha logística capixaba impacta diretamente o produtor rural: reduz custos, amplia mercados, encurta distâncias e eleva o valor agregado da produção.
Em um estado com forte vocação exportadora, investir em logística é, na prática, investir na rentabilidade do campo. E Ferraço demonstra compreender essa equação com clareza.
Ao longo dos últimos anos, já como vice-governador e articulador estratégico do governo, manteve protagonismo em agendas ligadas ao interior e à infraestrutura.
Seja na interlocução com cooperativas e empresas, entidades nacionais e internacionais, seja na condução de políticas públicas integradas, sua atuação reforça uma característica que tende a marcar sua gestão: o diálogo permanente com quem produz, e com quem escoa.
Esse talvez seja um dos pontos mais relevantes para o agro capixaba. Diferentemente de modelos centralizadores, Ferraço construiu sua trajetória ouvindo produtores, lideranças, entidades e municípios. E isso, no agro, não é detalhe: é condição para acertar.
Outro aspecto que merece destaque é a continuidade. Ao assumir o governo, Ferraço sinaliza claramente que pretende preservar e ampliar o legado de Renato Casagrande, cuja gestão reposicionou o Espírito Santo como referência nacional em equilíbrio fiscal, capacidade de investimento e planejamento público.
E aqui reside um ponto central para o agro: não há política agrícola robusta sem estabilidade institucional e responsabilidade fiscal.
O ciclo liderado por Casagrande criou as bases para investimentos estruturantes, inclusive na área logística, e o agro foi, sem dúvida, um dos grandes beneficiados.
A escolha da equipe também reforça essa linha. Ao promover ajustes na Secretaria de Agricultura, Ferraço opta por quadros técnicos e pela manutenção de interlocutores com o setor produtivo, indicando que não haverá ruptura, mas sim evolução.
Diante desse cenário, o que podemos esperar?
Podemos esperar um governo que entende o agro como vetor de desenvolvimento econômico e social.
Um governo que continuará investindo em infraestrutura rural, mas que também deve avançar de forma ainda mais consistente na logística de grande escala, integrando o campo aos portos, aos mercados e ao mundo.
Que deve ampliar políticas voltadas à agricultura familiar, base da produção capixaba, sem perder de vista a competitividade e a inserção em mercados mais exigentes.
Também é razoável esperar avanços em áreas estratégicas como sustentabilidade, crédito rural, inovação e agregação de valor.
O Espírito Santo já demonstrou capacidade de liderar agendas como a cafeicultura sustentável e o fortalecimento das cadeias produtivas. Com Ferraço, essa agenda tende a ganhar ainda mais consistência.
Mas talvez o principal ponto seja outro: previsibilidade.
O agro não responde bem à instabilidade. Ele exige planejamento, continuidade e confiança. E, ao que tudo indica, a gestão de Ricardo Ferraço deverá oferecer exatamente isso, um ambiente seguro para produzir, investir e crescer.
O Espírito Santo tem no agro não apenas uma vocação, mas uma identidade. E, quando há convergência entre governo, infraestrutura e campo, os resultados aparecem, na renda, no emprego, na qualidade de vida e na força do interior.
Ricardo Ferraço conhece esse caminho. E, ao que tudo indica, sabe exatamente para onde ele leva.





