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Novo frigorífico vai garantir 100% de abate inspecionado de frango no ES

O investimento previsto é R$ 10 milhões, com capacidade de processamento de 20 mil aves por dia e geração de pelo menos 150 empregos diretos

por Redação Conexão Safra

em 07/01/2014 às 0h00

4 min de leitura

A implantação de um novo frigorífico para abate de aves no Espírito Santo começa a ganhar forma. A nova unidade será construída por um grupo de criadores de frango dos municípios de Marechal Floriano e Domingos Martins e vai contribuir para garantir que a totalidade da carne abatida no Estado seja inspecionada. O investimento previsto é R$ 10 milhões, com capacidade de processamento de 20 mil aves por dia e geração de pelo menos 150 empregos diretos.

A iniciativa faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), elaborado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Espírito Santo (Idaf), Ministério Público Estadual (MPES) e Associação dos Avicultores do Estado do Espirito Santo (Aves), e assinado por representantes de seis empreendimentos criadores de frango, que envolvem 24 produtores rurais e 61 pequenos abatedouros e distribuidores de frango localizados na Grande Vitória. O número desses comerciantes da Região Metropolitana poderá aumentar, pois o prazo para adesão termina na sexta-feira (20).

“A meta do Governo do Espírito Santo é tornar nosso Estado o primeiro do Brasil com 100% dos abates de frango inspecionados, o que garante segurança alimentar para a população e legalidade para os empreendimentos que criam, abatem e comercializam esse alimento que é um dos mais importantes na dieta dos capixabas e brasileiros ”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

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Pelo TAC, os produtores têm prazo até fevereiro de 2016 para construir novo frigorífico, que inicialmente será na Região Serrana do Estado.

Segundo o médico veterinário do Idaf, Gustavo Wassita, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola, o estabelecimento será importante para atender à demanda de produção da região. “O objetivo é que a população capixaba tenha à sua disposição alimentos de qualidade para o consumo, por isso, estamos buscando a adesão desses produtores para que adotem os cuidados necessários nos processos de abate em estabelecimentos devidamente registrados no Serviço de Inspeção Oficial ”, explica Wassita.

A inspeção é obrigatória para que seja possível atestar as condições higiênico-sanitárias e tecnológicas da produção de alimentos de origem animal, desde o abate até a industrialização. “Há pouco mais de seis anos, mais da metade do abate de frango no Espírito Santo era irregular, segundo as normas sanitárias. Hoje, já regularizamos cerca de 93% do abate, o melhor índice do Brasil, mas com essa iniciativa pretendemos chegar aos 100% ”, comemora Bergoli.


Cenário da avicultura capixaba


Os municípios de Marechal Floriano e Domingos Martins respondem por 60% da produção de frango de corte no Estado e são os principais fornecedores da Região Metropolitana.

Atualmente, no Espírito Santo, nove abatedouros trabalham regularmente com os Serviços de Inspeção Estadual (SIE), fiscalizados pelo Idaf, ou de Inspeção Federal (SIF), sob a responsabilidade do Governo Federal. Todos os meses, aproximadamente, quatro milhões de aves são destinadas para abate no Estado, sendo 70% do total enviados a esses abatedouros credenciados e cerca de 7% ainda são destinados a abatedouros não registrados ou inspecionados pelo Idaf ou Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os outros 20% da oferta capixaba de frango de corte são enviados vivos de forma legal e regular para outros Estados, principalmente para o Rio de Janeiro.

A avicultura capixaba, incluindo a produção de ovos e carne, está presente em quase 200 propriedades rurais, principalmente na Região Serrana do Espírito Santo, e gera cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos. Também, todos os meses, a avicultura produz cerca de 30 mil toneladas de esterco, o que é fundamental para a viabilização da adubação orgânica de outros setores da agricultura como produção de hortaliças, fruticultura, café e outras atividades.


Fonte: Seag

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