Piscicultura

Nova indústria de pescado em Domingos Martins deve impulsionar piscicultura capixaba

Com 780 metros quadrados de área industrial construída, unidade terá capacidade para processar 10 toneladas de pescado diariamente

A nova estrutura terá 780 metros quadrados de área industrial construída. Foto: Assessoria Coopram

O Espírito Santo está prestes a ganhar uma nova unidade de beneficiamento de pescados. A planta, prevista para entrar em operação em junho deste ano, terá capacidade para processar até 10 toneladas de pescado por dia, o equivalente a 200 toneladas por mês e 2.400 toneladas por ano. Instalada na comunidade de Ponto Alto, em Domingos Martins, a unidade está sendo construída pela Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram).

De acordo com o presidente da cooperativa, Darli José Schaefer, o investimento é resultado de uma trajetória iniciada há mais de uma década. “Começamos de forma pequena, com uma estrutura improvisada e até alugando espaços. Com o crescimento da demanda e a profissionalização da atividade, surgiu a necessidade de uma unidade moderna, capaz de absorver toda a produção dos cooperados”, explicou.

Atualmente, a Coopram consegue adquirir cerca de 30% da produção dos 150 associados. Com a nova unidade, a meta é alcançar 100%, o que, segundo Darli, deve incentivar o aumento da produção no município e na região.

“A piscicultura é uma atividade de alto custo, e o produtor sozinho enfrenta dificuldades. Ter a garantia da venda de toda a produção, além do adiantamento de recursos para subsidiar a atividade, traz mais segurança para investir. Com a nova unidade, vamos incentivar o aumento da produção de tilápia, o que representa um avanço para a piscicultura capixaba”, destacou Schaefer.

Além do impacto produtivo, a unidade também terá reflexos diretos na geração de emprego e renda. A expectativa é de cerca de 30 empregos diretos inicialmente, com potencial de expansão para mais de 100 postos, conforme o crescimento das operações. Indiretamente, entre 100 e 200 vagas devem ser geradas em áreas como logística, transporte e serviços. O impacto econômico anual pode chegar a R$ 244 milhões.

Entre os diferenciais está a implantação de tecnologia de filetagem, que garante maior precisão no corte, melhora a padronização e reduz desperdícios. Com isso, a cooperativa estima um aumento de cerca de 20% na eficiência produtiva e a redução de aproximadamente 30% nas perdas durante o processamento.

A tilápia será o principal produto beneficiado, podendo ser comercializada em diferentes formatos, como filé, postas, peixe eviscerado e derivados, incluindo hambúrguer, bolinho e quibe.

A nova estrutura ocupa uma área de aproximadamente 44 mil metros quadrados, com 780 metros quadrados de área industrial construída. O empreendimento conta com investimento de cerca de R$ 12 milhões.

Sobre o autor Rosimeri Ronquetti Rosi Ronquetti é jornalista, formada em 2009 e pós-graduada em gestão em assessoria de comunicação. Repórter do agro, sua atuação se concentra na produção de reportagens do setor (incluindo perfis e histórias). Algumas de suas reportagens conquistaram premiações regionais e nacionais de jornalismo. Ver mais conteúdos