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| Evair de Melo Deputado Federal (PV/ES) Vice-presidente Frente Parlamentar Agropecuária – Região Sudeste FPA Sec. Executivo da Frente Parlamentar do Café Conselheiro do Conselho Nacional do Café – CNC |
O Estado Brasileiro sinaliza ampliar o “massacre ” no principal setor produtivo da agropecuária brasileira. A cafeicultura, já muito afetada principalmente no Espírito Santo e Sul da Bahia, devido à longa estiagem que ainda causa quebras drásticas na produção e prejuízos bilionários, será duramente impactada com a liberação da importação de café Conilon verde para atender as indústrias brasileiras de torrado e moído e de solúvel, que alegam desabastecimento no mercado nacional, devido a baixa produção nesses dois últimos anos.
Repudiamos com veemência a importação de café verde e classificamos como mentirosa a informação de que não há café Conilon em quantidade suficiente para atender as indústrias. O levantamento de estoques que realizamos, somente no Espírito Santo, revela que existe café suficiente para atender a demanda da indústria nacional. A informação da existência de estoques entre quatro e cinco milhões e meio de sacas de café já está de posse do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através de comunicado formal do Conselho Nacional do Café – CNC e da Confederação da Agricultura e Pecuária &ndash, CNA.
Não é possível ceder a pressão, a partir de inverdades, somente para baratear os custos de produção de produtos industrializados, em detrimento da manutenção de 8,4 milhões de empregos no Brasil em mais de 196 mil estabelecimentos da agricultura familiar que produzem café, distribuídos nos municípios brasileiros. O setor produtivo de café é o que mais gera oportunidades de trabalho, à luz de legislações rigorosas em relação a questões sociais, trabalhistas e ambientais, e colocar café verde estrangeiro no Brasil soma-se a estratégias que visam, única e exclusivamente, desmontar o nosso competente e organizado setor cafeeiro.
No planeta, o Brasil é o maior produtor e exportador de café e segundo maior consumidor. Esse posicionamento nos credencia para ditar os rumos da cafeicultura mundial. Não podemos de forma alguma colocar em risco esse patrimônio histórico, cultural, social e econômico. Permitir a importação de café verde, além de promover uma concorrência desleal com nossos cafeicultores, ameaça nossos cafezais a partir da “importação ” de pragas sem registros no Brasil e comuns em áreas de produção de outros países.
Para finalizar, conclamo o MAPA a uma reflexão profunda e todos os representantes do setor produtivo da cafeicultura nacional para ampliar a vigilância e resistência a essa liberação suicida.





