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Muniz Freire: Qualidade é a marca do trabalho

O município apresenta resultados acima da média nacional nas safras de leite e café, frutos do programa cafeicultura forte e do plano municipal de fortalecimento da pecuária leiteira executados pela equipe técnica da secretaria de agricultura.

por Redação Conexão Safra

em 07/10/2013 às 0h00

3 min de leitura


Terra dos Cafés Especiais


Com a atuação constante da equipe técnica da Agricultura de Muniz Freire, por meio do Programa Cafeicultura Forte os produtores recebem orientação gratuita desde a escolha da variedade que vai se adaptar à produção até a colheita do café.


O trabalho foi iniciado há 10 anos, com a montagem da sala de degustação de café. A produção de todo o município girava em torno de 10.000 sacas de cafés especiais (despolpados). Atualmente são 15.000. Apenas seis produtores despolpavam café. Hoje são mais de 100. A prefeitura conta com dois despolpadores comunitários e dá assistência técnica a todos os produtores que possuem descascadores particulares, em torno de 30 no município.

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Com a assistência técnica, o produtor já confere os resultados desde o 1º ano de trabalho. A assessoria é completa. Os profissionais orientam a produção de mudas, escolha da área, variedade da espécie, espaçamento de plantas, recomendação de adubação, de acordo com a análise de solo e o acompanhamento do manejo da lavoura. No último ano foram feitas mais de 500 análises de solo gratuitas. Toda a consultoria é fornecida a produtores que possuem o taão de produtor regular.


Concurso Qualidade do Café


Em sua quarta edição, realizada em novembro de 2011, o concurso nasceu como forma de incentivo para que os produtores primassem pela qualidade dos grãos. E servir como multiplicador para mobilizar quem ainda não aderiu ao programa.


O Concurso começou em 2008 com amostras de 28 produtores. A edição de 2011 contou com 121. Julgadores avaliaram a qualidade dos cafés vencedores como Padrão Gourmet de sabor exótico.


Mudança de vida


Roberto Paulúcio é um dos produtores assistidos pelo programa Cafeicultura Forte e obteve um avanço em seus negócios. “No passado, 90% dos produtores produziam de qualquer maneira. Não sabíamos que valia a pena investir na terra, que era importante fazer análise de solo, adubar corretamente. Eu mesmo ia ao mercado e comprava produtos que achava certo pra colocar na terra.


Quando comecei a implantar as técnicas que me foram passadas aumentei a produção numa mesma área. Eram 10/15 sacas por hectare, hoje são 30/40, no mesmo espaço, só mudando a maneira de tratar a lavoura.


A partir daí, para agregar valor ao produto, adquirimos um despolpador paraum sistema de trabalho rotativo. Investimos em estufas e passamos a produzir um café cereja descascado com um ganho a mais de R$ 200,00 por saca em relação ao café sem benefi ciamento.


Aprendemos que é preciso fazer contas Ter controle de tudo. Saber se a lavoura está ou não compensado, como uma empresa. E sempre com a orientação de técnicos ” . A partir da experiência positiva, Roberto investiu no processo de torrefação e montou uma agroindústria que produz o Café Ipê.


O Café Ipê é comercializado na região para clientes pontuais. É apresentado nas versões Tradicional e Bebida Fina, que é o cereja descascado e em grãos para máquina de café expresso. Todos 100% arábica.


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