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| Divulgação. Legenda da foto: French Rach, corte carro chefe da carne de cordeiro |
Foi-se o tempo em que se criavam ovelhas apenas para a produção de lã, e cabras para a produção de leite. Atualmente, o mercado mais rentável da ovinocultura e caprinocultura é o da carne. Tanto, que o produto é ofertado em restaurantes e churrascarias, e já chegou à mesa do consumidor.
O mercado está aquecido e vive um momento ímpar para os produtores capixabas. Por se adequar muito bem às pequenas propriedades de relevo acidentado, comuns no Espírito Santo, e ser uma atividade de fácil manejo, a ovinocultura vem se destacando na pecuária como uma importante alternativa de rentabilidade. As raças de destaque são Santa Inês, Dorper e White Dorper.
Com isso, pecuaristas passaram a investir em suas criações, principalmente por meio de melhoramento genético, e tornaram seu negócio mais lucrativo, como é o caso do produtor e presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Espírito Santo (Accoes), Neuzedino Alves de Assis. “Com um mercado comprador em ascensão, a ovinocultura e a caprinocultura surgem como boa opção. Sem contar que podem ser facilmente consorciadas às outras atividades ”, explica.
Assim como outros 52 produtores, Neuzedino faz parte do projeto Cordeiro Capixaba, criado pela Accoes, que visa a sustentabilidade e consultoria na criação dos animais e na comercialização da carne. Dessa forma, os produtores tem auxílio de profissionais e são incentivados a promover o melhoramento no rebanho e aumentar a participação de ovinos e caprinos em feiras de agronegócio.
A Accoes tem estimulado e facilitado ao produtor para realizar o abate de seus animais em frigorífico com inspeção, garantindo produtos de qualidade e com segurança alimentar. O sócio da Accoes e médico veterinário especialista em Ovinos e Caprinos, Vinicius Gumiero, ressalta que os associados dispõem de tecnologia necessária para a produção e de consultoria no projeto Cordeiro Capixaba, por meio de parceria com o Sebrae, através do sistema Sebraetec. “Já temos um frigorifico abatendo mensalmente, o que assegurara a qualidade do produto oferecido ao consumidor final ”.
Confirmando o retorno quase que imediato na atividade, que é mais rápido que a maioria das outras atividades, Vinicius afirma que após o desmame de cordeiros, perto de 60 dias, a ovelha já se submete a outra estação de monta &ndash, período de acasalamento, e tem intervalo de oito meses entre partos, com produtividade média de 1.3 cordeiros por parto.
Gargalos
Os principais gargalos da atividade estão na produtividade, que ainda pequena abre espaço para a importação de carne de ovinos de países vizinhos como a Argentina e Uruguai, e na padronização do produto, que prioriza bom rendimento de carcaça com bom acabamento para gerar bons cortes, que posteriormente serão levados à mesa do consumidor.
Dados do ES
Segundo a Accoes, em 2010, o rebanho capixaba era estimado em torno de 40 mil cabeças, e hoje já soma o dobro. A produção tem atendido exclusivamente o mercado interno. O preço médio é de R$ 30,00 o quilo, considerando peso de carcaça e pode ser adquirido nos grandes supermercados.
Mercado nacional
O país importa anualmente cerca de 12 milhões de toneladas. Rio Grande do Sul, conta com aproximadamente três milhões de cabeças de ovinos, o nordeste supera o rebanho do sul com aproximadamente oito milhões de cabeças, e é considerado o berço da ovinocultura no país.
Projeto Cordeiro Capixaba
Para conhecer o projeto Cordeiro Capixaba, se associar à Accoes, ou ficar por dentro dos eventos voltados para a atividade de ovinocultura e caprinocultura no Espírito Santo, entre em contato pelo telefone (27) 99999-9144 ou acesse o site www.accoes.com.br e envie e-mail para administrativo@accoes.com.br.
,Fonte: ACCOES. ,Texto: Lorena Zanon





