pube
Geral

Incaper orienta sobre a produção de mudas de batata baroa

por Redação Conexão Safra

em 22/01/2015 às 0h00

4 min de leitura

pube
O sucesso da produção da batata baroa, ou mandioquinha-salsa, depende, entre outros fatores, da qualidade das mudas, que devem ser sadias e vigorosas. De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), falhas cometidas na fase de produção das mudas podem causar perda da produtividade de até 30% no final da colheita.

Como o período mais indicado para plantio da batata baroa no Espírito Santo é de março a junho, o Incaper está orientando os produtores sobre como deve ser o preparo correto das mudas, antes do início do plantio. “No Espírito Santo, a produção de mudas de mandioquinha-salsa é feita pelos agricultores, mas muitas etapas importantes, como a desinfestação, que ajuda a evitar doenças nas plantas, e a pré-brotação ou o pré-enraizamento, que favorece a formação da batata, não são feitas rotineiramente ”, relata a pesquisadora em genética e melhoramento de plantas do Incaper, Sarah Ola.

Por isso, recentemente, o Incaper realizou, em parceria com as prefeituras dos municípios de Marechal Floriano e de Domingos Martins, encontros técnicos sobre a batata baroa, ministrados por pesquisadores da Embrapa Hortaliças.

Participaram desses eventos os produtores de mandioquinha-salsa e os profissionais do Incaper que atuam nos municípios produtores. Grande parte dessas atividades foram voltadas para o processo de produção de mudas, como a separação das partes da planta, desinfestação, lavagem, corte e pré-brotação com diferentes métodos.

Cuidados na produção de mudas

As mudas da batata baroa são produzidas a partir da colheita da planta. Confira agora o passo a passo para obter mudas sadias:

– Colheita das plantas do campo de produção: O primeiro passo para a produção das mudas é colher as plantas. Nesse momento, é importante selecionar as plantas sadias e vigorosas para a produção das mudas.

– Retiradas das raízes e das folhas: Após a colheita, devem ser retiradas as raízes, que serão comercializadas, e as folhas, que podem ser utilizadas na alimentação animal.

– Destaque e seleção dos rebentos: Deve ocorrer a separação dos perfilhos (filhotes) para a produção das mudas. Eliminam-se os rebentos mais velhos de cada planta, que possuem maior tamanho, pois que tendem a formar plantas que florescem precocemente.

– Lavagem das mudas: Após a separação, faz-se a imersão dos rebentos em água para a retirada de terra.

– Desinfecção: Imersão dos rebentos em água sanitária na concentração de 5% (1 litro de água sanitária para 19 litros de água), por 5 minutos. Em seguida, deve-se lavar novamente as mudas para retirada do material da desinfecção.

– Corte: O corte das mudas deve ser feito deixando dois a três centímetros na parte superior da muda. Na parte inferior, o corte deve ser feito em diagonal inclinado (bisel), com lâmina fina, como um estilete largo. A superfície deve ficar lisa, sem trincar a parte inferior da muda.

– Pré-brotação: As mudas devem ser mantidas à sombra, sob luz indireta, em um recipiente com água por oito dias. Pode ser um pote de sorvete ou manteiga, que tenha o fundo reto. Na lateral do pote, faça um furo a 2 ou 3 cm do fundo, para manter o nível de água. Durante os oito dias, verifique a quantidade de água no pote, para que as mudas fiquem sempre com a parte inferior em contato com a água.

“Essas são medidas simples, mas que trazem bons resultados no plantio de batata baroa. O agricultor pode avaliar, em um primeiro momento, que esse procedimento é muito trabalhoso. Mas ele evitará perda de produção, ganhará em produtividade e poupará tempo no replantio e também na colheita, pois a produção poderá ser colhida de maneira uniforme ”, diz a pesquisadora Sarah Ola.

Ações de pesquisa para a batata baroa

Para identificar o método mais adequado de produção de mudas às condições ambientais do Espírito Santo, pesquisadores do Incaper, em parceria com a Embrapa Hortaliças, elaboraram o projeto de pesquisa intitulado ‘Métodos de produção de mudas e desempenho agronômico de genótipos de Mandioquinha-Salsa na Região Serrana do Estado do Espírito Santo’. Com esse projeto, espera-se identificar a melhor forma de obtenção das mudas para diferentes materiais genéticos nas condições ambientais do Estado.

Batata baroa no ES

Estima-se que a produção de batata baroa seja de 6.500 toneladas por ano no Estado, sendo que as principais regiões produtoras são a Serrana e o Sul do Espírito Santo. A comercialização é feita para a Ceasa do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, supermercados e feiras livres.

pube