Mais lidas 🔥

Inovação na piscicultura
Tilápias ficam mais saudáveis com uso de planta medicinal

Agricultura familiar
Capixaba vence concurso nacional de inventos com descascador de café portátil

Agro capixaba
Preço do mamão Havaí despenca e atinge mínima no Espírito Santo

Tempo e agronegócio
El Niño está chegando! Saiba como o fenômeno vai impactar na agricultura brasileira

Duas histórias, uma conexão
Quando o sotaque da roça sobe ao palco, e vence!

“
Com foco no desenvolvimento de inovações tecnológicas para impulsionar o agronegócio no Espírito Santo e no País, um grupo de empresários capixabas decidiu criar um veículo de investimento em startups que tenham projetos e soluções para o setor. A partir de 2017, o plano do AGROFIP é investir R$ 25 milhões nos próximos cinco anos, sendo os primeiros recursos em 10 projetos que ajudem o trabalho no campo. Segundo Marcilio Riegert, diretor da StartYouUp, uma das empresas parceiras, 10% do valor será investido já no próximo ano.
O AGROFIP foi idealizado durante o ano de 2016 por um grupo de empresários do agronegócio capixaba, mas com visão nacional e internacional de que as novas tecnologias devem impulsionar o campo e, por isso, divide as mesmas convicções que será por meio do agronegócio e, principalmente do agronegócio digital brasileiro, que virão as grandes oportunidades de investimentos.
Segundo Riegert, o grupo é formado por três empresas e mais 19 pessoas, todas do Espírito Santo. Para selecionar os projetos, foi aberto um cadastro no sitewww.agrofip.com.brpara que as startups façam a inscrição e tenham a ideia avaliada. O investimento varia de R$ 250 mil a R$ 2 milhões por empresa que tiver o projeto selecionado. Ele explicou que, por não se tratar de um edital, não há prazo estabelecido para que as startups se inscrevam junto ao fundo para ter o projeto analisado. “Quem chegar primeiro, será logo avaliado ”, diz Riegert.
“Montamos um veículo de investimento para participar de empresas do agronegócio. Esses investimentos podem transformar o agronegócio do Estado do Espírito Santo, bem como do Brasil. O Brasil já é referência mundial, imaginem quando as tecnologias se tornarem algo padrão. Existe muita oportunidade no nosso mercado e vamos buscá-la ”, projetou Riegert.
O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Octaciano Neto, afirmou que a inovação, com a atração para criação de startups e a mecanização da produção agropecuária, é um dos pilares estabelecidos no Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (PEDEAG 3), lançado no início de dezembro e que projeta as estratégias e iniciativas para o setor até 2030.
“Dentro do PEDEAG 3 a inovação foi colocada como uma das diretrizes. Os capixabas estão antenados na nova economia. Buscaremos ser protagonistas em outras tecnologias, como drones e robótica, sensores e equipamentos inteligentes, mecanização, big data, certificação, softwares de gestão de fazendas, dentre outros. O mundo do agronegócio vive uma efervescência tecnológica, com o aumento de startups voltadas para o setor em busca de soluções por meio da tecnologia, chamado AgTech. Precisamos e vamos participar deste contexto ”, afirmou o secretário.
O AGROFIP
O AGROFIP é um veículo de investimentos – sociedade por ações – formatado exclusivamente para o mercado de agronegócio. Posicionado como um importante agente de investimentos e fomento de novas tecnologias para toda a indústria do agronegócio nacional e internacional.
Idealizado durante o ano de 2016 por um grupo de empresários do agronegócio capixaba que divide as mesmas convicções, do agronegócio como base da economia brasileira e todo o seu potencial de crescimento ainda a ser explorado. Atualmente o AGROFIP vem angariando e despertando cada vez mais interesse por parte de novos investidores, parceiros e patrocinadores.
Para o ano de 2017 o plano de investimentos do AGROFIP considera ao menos 10 novos empreendimentos para investimento. A seleção de empreendimentos acontece de forma contínua por meio do sitewww.agrofip.com.br.
AgTech no Brasil
Segundo o 1º Censo AgTech Startups Brasil ”, realizado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz ” (ESALQ/USP) e o AgTech Garage, o país tem 75 startups que desenvolvem tecnologias voltadas para o campo. As empresas de AgTech tiveram um grande salto em número nos últimos três anos. Para ter uma ideia da proporção, até 2011 existiam apenas nove startups no Brasil, segundo o censo, e todas as demais surgiram de 2013 em diante.
O Estado de São Paulo possui 50% das startups de AgTech, sendo que dessas a maioria está em de Piracicaba. Na cidade, encontram-se 19% de todas as startups de AgTech do Brasil, sendo o maior cluster do país no setor.
Destaca-se também Minas Gerais, com 18% das startups. Na sequência vêm os estados do Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), com 24% do total. Os demais estados brasileiros somam apenas 8%, demonstrando que o eixo de inovação em AgTech está no Sul e no Sudeste.





