Grêis prevê situação pior em Conceição da Barra

Em busca de recursos financeiros para amenizar os efeitos da estiagem prolongada...

Em busca de recursos financeiros para amenizar os efeitos da estiagem prolongada, a Coordenadoria da Defesa Civil de Conceição da Barra prepara um plano detalhado de respostas para enviar ao Governo Federal. Em entrevista à TC, o coordenador Jalmas Ferreira Grêis disse que, como não chove já há bom tempo, a situação pode ficar ainda mais grave com previsão de Inverno rigoroso pela frente.

“Isso é uma evidência, estamos caminhando para esse agravamento. A Defesa Civil tem sido comunicada, de forma oficial, que vamos ter um Inverno muito rigoroso, muito frio, um ar muito seco, e isso complica bastante a questão da saúde, principalmente de crianças e de idosos, por causa de questões respiratórias. E vai ser também um Inverno de pouca, ou talvez nenhuma, chuva. Esse período, que começou agora, deve ir até o final de setembro e início de outubro ” &ndash, explica Grêis.

Ele afirmou que, na Cidade, a Cesan continua o racionamento no abastecimento de água potável, que só é distribuída para as residências no período entre 7 e 17 horas. “Depois desse horário, as casas não recebem mais água ”. A Cesan interrompeu a captação no Rio Cricaré, na altura do Bairro Jambeiro, em São Mateus, há cerca de 40 dias por conta do avanço da cunha salina no manancial. O abastecimento está sendo feito com a utilização de uma bateria de poços artesianos localizados na cidade.


Grêis disse que, na zona rural, a situação está cada dia pior, com enormes prejuízos na produção agrícola. E que em alguns locais não há água nem para racionar. Ele frisou que a Prefeitura já estuda a possibilidade de realizar o abastecimento com carros-pipa em algumas localidades. O coordenador da Defesa Civil falou também que está visitando comunidades rurais e conversando com produtores. A situação levantada constará no documento que será enviado ao Governo Federal.

“É um momento de muita reflexão, de muita responsabilidade, para a gente de falar sobre isso. É um assunto que não tem espaço para criticar, ou tentar achar culpado. Crise hídrica é uma crise da natureza e que tem que tratar com o maior respeito e cuidado. Tem que fazer a sua parte. No meu entendimento, em vez de ficar por aí com esse tipo de conversa, a sociedade precisa fazer a parte dela, que é economizar água. E todos se envolverem nessa questão. As autoridades devem buscar os investimentos para que, num momento mais à frente, a gente ter uma situação mais confortável ”.

Fonte: Tribuna do Cricaré (Tv TC)

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