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Governo do Espírito Santo incentiva uso do calcário na cafeicultura

O repasse do calcário aos cafeicultores será realizado por meio de um ‘Chamamento Público’, que já está aberto

por Redação Conexão Safra

em 11/03/2014 às 0h00

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Governo do Espírito Santo incentiva uso do calcário na cafeicultura

O Governo do Espírito Santo vai disponibilizar quatro mil toneladas de calcário para dois mil cafeicultores de 30 municípios capixabas. A ação faz parte do programa ‘Calcário Correto’ coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) para melhorar a produtividade e a produção das lavouras de café na região Centro Sul do Estado.

Para receber o calcário, o cafeicultor terá que se comprometer a usar um conjunto de tecnologias orientadas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), numa área de um hectare da lavoura, principalmente relacionada à prática da “calagem ”, que contribui para corrigir a acidez do solo, o que favorece a absorção dos nutrientes naturais disponíveis na terra e o melhor aproveitamento do adubo.

“O grande objetivo do Governo do Espírito Santo com este Programa é corrigir as desigualdades regionais da produtividade dos nossos cafés e com isso melhorar a renda das famílias rurais da região Centro Sul do Estado ”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

O repasse do calcário aos cafeicultores será realizado por meio de um ‘Chamamento Público’, que já está aberto. Para participar do processo, os interessados têm até o dia 21 de março para apresentar as propostas elaboradas por intermédio de associações de produtores, cooperativas, sindicatos rurais e secretarias municipais de Agricultura nas unidades do Incaper. O resultado final será apresentado em abril.

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Serão contemplados entre 20 e 130 produtores por município, de acordo com a importância que a cafeicultura possui em cada um dos 30 municípios definidos na área de abrangência do Programa.


Benefícios da calagem


De acordo com o Incaper, na agricultura o calcário é um dos insumos que proporcionam maior retorno financeiro, tendo em vista que se trata de um produto de baixo custo e com respostas consideráveis no incremento da produtividade e consequentemente da produção.

O uso do calcário para a correção da acidez do solo traz benefícios inestimáveis à agricultura, dentre os quais a melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos, a redução da toxicidade de alguns elementos minerais e influência na disponibilidade de nutrientes para as plantas, desde que a aplicação seja de forma adequada, dentro dos princípios de sustentabilidade ambiental e a partir das necessidades apresentadas após a análise laboratorial do solo.

Pesquisas agrícolas comprovam que os solos no Espírito Santo apresentam elevada acidez e baixos teores de alguns nutrientes, principalmente cálcio e magnésio, essenciais para o desenvolvimento das plantas. “Quando se realiza a calagem adequadamente, diversos efeitos favoráveis são combinados e agem ao mesmo tempo para melhorar a produtividade das lavouras, pois ela corrige a acidez do solo, fornece cálcio e magnésio, aumenta a eficiência de utilização de fertilizante, diminui os efeitos tóxicos do alumínio, do manganês e do ferro, além de aumentar a retenção de alguns nutrientes no solo ”, ressalta o engenheiro agrônomo do Incaper, Lucio De Muner, coordenador do programa Calcário Correto.


Área de Abrangência do Calcário Correto


Viana, Cariacica, Serra, Guarapari, Alfredo Chaves, Anchieta, Iconha, Rio Novo do Sul, Cachoeiro de Itapemirim, Alegre, Jerônimo Monteiro, Itapemirim, Presidente Kennedy, Conceição do Castelo, Muniz Freire, São José do Calçado, Apiacá, Guaçuí, Dores do Rio Preto, Muqui, Atílio Vivácqua, Mimoso do Sul, Iúna, Irupi, Ibatiba, Ibitirama, Divino de São Lourenço, Castelo, Afonso Cláudio e Vargem Alta.


Fonte: Seag

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