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| Produtor rural deve tratar os negócios no campo como uma empresa como outra qualquer. Foto: Divulgação |
Acostumados com a lida no campo, os produtores rurais foram se habituando a levantar cedo e irem para a lavoura, muitas vezes, antes mesmo do amanhecer. Com o “boom ” do agronegócio no Brasil e a vontade de “abocanhar ” uma fatia do setor que vem segurando a economia nacional, a necessidade de profissionalização ficou ainda mais latente e o entendimento de que a agropecuária é um negócio, como qualquer outra empresa, tornou-se cada vez mais primordial. Diante dessa nova realidade, tão importante quanto o que se produz na agropecuária é a gestão financeira do agro.
Desenvolvido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), BM&F,Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o projeto Campo Futuro tem levado informação aos quatro cantos do país, entre elas sobre a importância de aprender a gerenciar o próprio negócio, de forma que o produtor não tenha prejuízos, por falta de administração.
“A gestão das propriedades rurais é fundamental para que o produtor tenha uma boa administração de riscos de preços, de custos e de produção. Uma boa gestão financeira possibilita que o produtor compreenda quais são os custos que impactam sua atividade econômica e conheça melhor como está sua produção ”, ressalta José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), uma das instituições parceiras do Campo Futuro no país.
Na visão de Pedrozo, um dos principais entraves enfrentados pelo produtor rural é a falta de informações gerenciais da própria fazenda ou sítio.
“Hoje, o agropecuarista tem acesso a dados técnicos e financeiros de diversos países, mas possui poucos registros de sua própria atividade. Além disso, o excesso de informações sobre o mercado do agro, muitas vezes, dificulta a seleção do que realmente faz a diferença na gestão do seu negócio ”, comenta.
Conforme o presidente da Faesc, mesmo que as informações demorem a chegar ao campo, existem mecanismos que, ao serem bem empregados, podem trazer bons resultados, como o preço futuro das principais commodities negociados na Bolsa Valores, como a BMF&Bovespa.
“Se o produtor agrícola está no início do cultivo da safra, mesmo que não entenda nada de Bolsa de Valores, ele consegue ter uma ideia do preço para o final da lavoura e, dessa maneira, calcular sua rentabilidade potencial. ”
| “Se o produtor agrícola está no início do cultivo da safra, mesmo que não entenda nada de Bolsa de Valores, ele consegue ter uma ideia do preço para o final da lavoura e, dessa maneira, calcular sua rentabilidade potencial ”, sugere o presidente da Faesc, José Zeferino Pedroso. Foto: Divulgação |
CAPACITAÇÃO NO CAMPO
Para Pedrozo, saber lidar com o próprio negócio no campo, tratando-o como uma verdadeira empresa, o agropecuarista precisa se capacitar. E umas opções é por meio do projeto Campo Futuro, que levanta informações por meio de painéis realizados nas principais regiões produtoras.
Quem participa desse trabalho, participa de reuniões técnicas in loco, com a presença de agentes da cadeia produtiva (produtores, técnicos da agroindústria e representantes de lojas de insumos), para definição de uma propriedade modal. Após a realização dos painéis, as matrizes de custos e as informações sobre as receitas médias são atualizadas, mensalmente, pelas instituições parceiras.
“O produtor deve aprender a gerenciar o próprio a partir da capacitação. E o Campo Futuro oferece essa possibilidade por meio dos instrutores do Senar. Os produtores rurais aprendem, de forma prática, a elaborar o orçamento e o custo de produção da sua propriedade, além de utilizar instrumentos para o gerenciamento de riscos de preços, como derivativos agropecuários ou de produção e o seguro rural ”, informa Pedrozo.
INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS
De acordo com o presidente da Faesc, “o Campo Futuro disponibiliza informações estratégicas para facilitar a tomada de decisões do produtor rural, mediante o acesso a um completo banco de dados do setor agropecuário, com a evolução sistemática dos custos de produção e da rentabilidade das principais atividades agrícolas e pecuárias e da publicação ‘Ativos do Campo’ ”.
“Um dos fundamentos da metodologia de acompanhamento dos custos de produção e da rentabilidade da agropecuária são os painéis que consiste em um procedimento de obtenção de informações que proporciona mais agilidade e versatilidade na atualização dos dados. ”
Para mais informações, acessewww.cnabrasil.org.br/campo-futuro.
Por equipe SNA/RJ





