Agropecuária capixaba

Fundo Emergencial de Promoção da Saúde Animal do Espírito Santo

Trajetória de apoio às ações de proteção dos rebanhos capixabas

vacas-gado-rebanho-
Foto: /br.freepik.com

O ano de 2025 foi marcado pelo reconhecimento internacional do Espírito Santo como zona livre da febre aftosa sem vacinação. No dia 29 de maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) fez, em Paris, o anúncio esperado há mais de 50 anos. A expressiva conquista, que reflete o trabalho conjunto e a dedicação dos governos e do setor produtivo, representou um marco significativo para a pecuária capixaba e brasileira, coroando a atuação incansável da defesa sanitária e do setor produtivo.

A delegação capixaba presente no evento em Paris contou com representantes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e do Fundo Emergencial de Promoção da Saúde Animal do Estado do Espírito Santo (Fepsa-ES). Para o presidente do Fepsa-ES, Neuzedino Assis, a participação ativa e o engajamento das entidades representativas do setor produtivo foram determinantes para o sucesso das ações ao longo dos anos, somando esforços essenciais ao trabalho governamental na busca pela certificação.

“Tenho orgulho de ter acompanhado de perto todo o processo que culminou nesta importante conquista”, celebrou, na ocasião, Neuzedino Assis, enfatizando a sinergia entre o setor público e privado. A atuação do setor produtivo, organizada a partir de 1998 com a criação do Fepsa — liderado inicialmente pela Federação da Agricultura e Pecuária (Faes) sob a gestão de Nyder Barbosa de Menezes e posteriormente por Julio da Silva Rocha Junior — demonstra o comprometimento com a sanidade animal.

O Fepsa hoje reúne Faes, OCB, Ases, Aves, Sindifrio, Idaf e Mapa, mas em sua origem teve como objetivo primordial dar sustentabilidade e agilidade às ações de fortalecimento da defesa e do plano de erradicação da aftosa. A participação fundamental do Senar-ES e dos Sindicatos Rurais também impulsionou as iniciativas junto aos produtores.

Atualmente, o Fepsa vai muito além da atuação no PNEFA (Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa) e recentemente conquistou mais um importante marco: o regulamento que vai orientar as indenizações nos casos das doenças previstas em lei aos criadores de aves e suínos, além dos ovinos, bovinos e bubalinos.

Linha do tempo: Entenda a trajetória no Espírito Santo

Ao longo do tempo, mudaram-se os nomes dos órgãos e instituições envolvidas. Alguns personagens permanecem e, no Espírito Santo, é importante destacar o nome de Neuzedino Assis, presidente do Fepsa-ES há 15 anos, e do veterinário Antônio Carlos, que acompanha essa história desde o seu primeiro capítulo, em 1971.

1971: Criação do Grupo Executivo de Combate à Febre Aftosa (Gecofa) em Montanha, Mucurici e Pinheiros.

1974: Criação da Empresa Espírito Santense de Pecuária (Emespe).

1992: Criação do PNEFA (Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa) e início do envolvimento do setor produtivo por meio da Faes, Sindicatos Rurais e Sindicato da Indústria de Vacinas nas campanhas de vacinação.

1996: Último foco de aftosa no ES e estruturação do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).

1998: Criação do Fepsa como condicionante da antiga OIE (Organização Internacional das Epizootias).

2001: Reconhecimento do Espírito Santo como estado livre de aftosa com vacinação e início das exportações de carne bovina do ES para a União Europeia.

2006: Reconhecimento do Brasil como país livre de aftosa com vacinação.

2023: Último ano com campanha de vacinação contra a febre aftosa no Espírito Santo.

2025: Reconhecimento internacional de livre de febre aftosa sem vacinação. O ano marca também a abertura de mais mercados internacionais para a carne capixaba e a regulamentação das indenizações por eventual doença no rebanho.