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Há três anos passando por períodos longos de estiagem, os produtores rurais &ndash, especialmente os de leite &ndash, estão preocupados em produzir alimento volumoso de boa qualidade para o rebanho. A utilização de silagem de milho e sorgo vem crescendo, mas para que a produção de leite aumente, esse alimento precisa ser planejado com muitos cuidados.
Todas as informações sobre a escolha correta da planta, da produção, do manejo e da estocagem da silagem foram apresentadas pelo médico veterinário e consultor em nutrição de ruminantes Luís Eduardo Zampar.
O especialista afirmou que as fezes dos animais e os números da produção de leite podem indicar se a silagem que estão comendo é de boa qualidade ou não. Por exemplo, quando há milho nas fezes da vaca significa que a digestabilidade não está boa.
“Um saco de milho hoje está em entre R$ 40 e R$ 60 e o grão é um dos principais ingredientes da alimentação da vaca. Não podemos permitir que ele não seja aproveitado na digestão! Faço consultoria em muitas propriedades para descobrir o porquê da queda na produção de leite e vejo que o problema está na nutrição e normalmente na qualidade da silagem ”, disse Zampar.
O especialista explica que numa produção de leite, cerca de 60% dos custos são para alimentação, entretanto se a silagem de milho for de alta qualidade a produção aumenta, há melhora no escore corporal, e no caso do gado de corte, o aumento de ganho de peso e o acabamento da carcaça do animal fica em níveis comerciais satisfatórios.
“O maior desafio da pecuária leiteira é o custo de produção. Os produtores estão pressionados por causa do alto custo, aí entra outro problema: muitos pecuaristas perdem a silagem por erro de armazenamento ou antecipação na colheita do milho ”.
Na palestra, o consultor explicou que a silagem precisa ser muito bem compactada para que não ter oxigênio no alimento, o que causa um apodrecimento. Outro erro é colher o milho antecipadamente. Segundo ele, o grão leitoso não é bom, é necessário que esteja maduro. “Entretanto, saiba escolher o tipo do milho. O grão duro não é bom para a silagem, é difícil de ser triturado pelas máquinas e pelos animais ”.
Silagem em falta
João Albino de Oliveira é produtor de leite de Goiabeira, em Minas Gerais, e percorreu 200 quilômetros para aprender mais sobre silagem na STA. Ele, que começou nesse ramo produzindo 50 litros por dia e hoje aumentou para 300, conta que está tendo que comprar silagem de outros estados, devido à estiagem em Minas Gerais.
“Isso aumenta ainda mais os custos, que já não são baixos. Antes a gente produzia silagem na própria região. De qualquer forma, achei importante aprender um pouco mais sobre como esse alimento precisa ser preparado e armazenado. De fato, isso faz diferença no resultado da produção ”.
,Foto: Felipe Amarelo/Coopeavi





